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14 março 2017

Empreendedorismo, talento e crise.[1]

De uns tempos para cá só se ouve essa palavra. Crise! A culpa é da crise. Foi por causa da crise. Quebrei! Foi a crise. E nessa tempestade ouço uma história de talento, empreendedorismo e sucesso.

Muito tem-se dito sobre a necessidade de empreender, são cursos, palestras, feira, eventos, todos mundo falando sobre a arte do empreendedorismo. Em meus 15 anos de profissão muito li, ouvi e vi desse aspecto.

E agora, como traduzir esses conceitos. E fomentar o empreendedorismo. Afinal de contas o empreendedorismo é a chave para o desemprego, para a retomada do crescimento econômico. É através dele que conseguimos a nossa realização pessoal e profissional.

Então certo dia num bate-papo com um grupo de jovens a procura de emprego em perguntei a eles:

 - Quais são os seus talentos?

 - O que vocês podem vender?

E então uma senhorinha que destoava da idade da plateia disse:

 - Eu sei cozinhar, a minha casa vive cheia de gente querendo minha comida.

Eu como bom de garfo que sou à perguntei:

 - O que a sra gosta de cozinhar?

Ela me disse:

- Feijoada, Rabada, Mocofato, Sarapatel e Feijoada.

Na hora minha boca encheu de água (rsrsrs)

 - Já pensou em vender? Eu lhe disse

E ela me respondeu:

- Não. É que eu cozinho com tanto amor que não sei cobrar por amor.

Fiquei mudo, como dizer para aquela senhora que ela podia continuar cozinhando com amor e melhorando sua renda, afinal de contas eu estava doido para provar essa iguarias.

Esperei o bate-papo acabar e a chamei para conversar melhor. E entender quem era aquela sra que cozinhava com amor. E que na minha cabeça de gestor existia um negócio interessante para melhorar a renda dela.

Me coloquei à sua disposição para dirimir qualquer dúvida e para que orientá-la sempre que preciso.

E eis que há um mês atrás me deparo com ela na fila do supermercado e ela me abraça e me diz, meu filho muito obrigado, hoje eu vendo mais de 100 refeições por final de semana.

Ah! O talento! Como o talento pode ajudar a salvar pequenos negócios. Como o talento pode fazer surgir ideias empreendedoras. E quantos grandes negócios surgiram de pequenos talentos.

Empreender significa AGIR.

Se você tem um talento, pense na possibilidade de transformá-lo em um negócio.

Se você tem um talento, você pode muito bem aluga-lo.

Mas lembre-se ideia nem sempre é sinônimo de oportunidade. Planeje, analise o mercado, estude, selecione fornecedores, ache um público-alvo e acima de tudo promova, promova sua imagem, seu nome e sua marca.

E a crise?

Nenhuma crise resiste à talento, trabalho, amor e empreendedorismo.



Luciano Dias – 41 anos, administrador, mestre em Cultura e Turismo pela UESC, coordenador dos cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Logística e Redes de Computadores. Docente de diversas especializações atuando com temas de Gestão de Pessoas, Liderança, Estratégia Empresarial, Logística e Docência Superior.




[1] Baseado em fatos reais.

28 março 2013

Você faz o que gosta?



*Luana Fernandes
 
Sabe aquela moça do cafezinho do trabalho que ao lhe atender com um largo sorriso no rosto diz:
“– Bom dia! O que o senhor irá beber hoje? O pão de queijo acabou de sair e está uma delícia, o senhor aceita um também?” e que ao sair completa ainda sorrindo “-Tenha uma ótima semana!”. Então, essa moça faz o que gosta. Ela trabalha utilizando o que ela faz de melhor, relacionar-se com pessoas. 

Mas infelizmente quantas pessoas nos atendem com tamanha presteza? Seja em qualquer área ou nível hierárquico, dentistas, vendedores, engenheiros, caixas de supermercado, médicos, médicos veterinários. Quantas pessoas utilizam o que melhor sabem fazer nos seus dia a dia? 

Colaboradores do instituto Gallup, em suas investigações durante 40 anos, fizeram a seguinte pergunta a quase dois milhões de funcionários das 101 maiores companhias do mundo, em 63 países:  Em seu trabalho, você tem a oportunidade de fazer o que de melhor sabe fazer a cada dia? Apenas 20% dos entrevistados responderam que sim. 20% !

Isso significa que os outros 80% não estão utilizando seu talento e consequentemente não estão contribuindo tanto quanto poderiam com a empresa e também com o mundo. Já pensou se fossemos atendidos apenas por pessoas que fazem o que sabem e o que gostam? Já pensou em só saborear a comida de um cozinheiro talentoso, cuidar dos cabelos com cabelereiro talentoso, comprar de um vendedor talentoso e aprender com professores talentosos? Será isso possível? 

A humanidade está na Era do Conhecimento, e nesse contexto o autoconhecimento, reconhecer suas fortalezas, os pontos de melhoria, seus valores, é fundamental para ter reconhecimento no mercado de trabalho. 

Acredito que chegará o momento em que esse trabalho de detectar talentos, será feito ainda nas escolas, para que a pessoa tenha mais tempo para treinar e melhorar sua habilidade.  Pois o maior potencial de uma pessoa esta em suas fortalezas, e são nelas que ela deve focar. 

E você, já parou para pensar em quais são seus talentos? Esta trabalhando com o que realmente gosta de fazer? Qual a contribuição que você deixará para este mundo? Qual o legado que você vai deixar? Pense nisso!  

*Luana Fernandes tem 28 anos, é administradora, personal & business coach e empresária. Tem MBA em Marketing Estratégico pela Faculdade de Gestão e Negócios – FAGEN – UFU em Uberlândia, Minas Gerais. 

20 março 2013

Nosce te ipsum



*Karim Midlej Hafush

A expressão em latim nosce te ipsum (conhece-te a ti mesmo) é interpretada de diversas formas nas diferentes áreas de conhecimento. Na visão mitológica, é a inscrição no oráculo de Delfos atribuída aos Sete Sábios e buscava o conhecimento do presente e do futuro. Quando a interpretamos segundo a filosofia socrática, chegamos à conclusão de que é uma referência na busca não só do autoconhecimento, mas também na procura das verdades universais que são o caminho para a prática do bem e da virtude. Podemos também buscar a significação da frase na ótica administrativa, especialmente na área de recursos humanos quando tratamos de um assunto bastante comum na hora da seleção de pessoal: o talento.

Muitas vezes pensamos num conceito errôneo de talento, e essa interpretação incerta faz com que criemos um bloqueio na identificação pessoal de nossas qualidades, depreciando-nos, enganados de que apenas as celebridades ou pessoas de sucesso o possuem. Ledo engano! A boa notícia é que todos nós temos talentos, somos dotados de uma aptidão, um dom, de forma inata. E podemos dizer que ele representa a capacidade especial para realizar alguma coisa que só nós temos. E nos remete a uma sensação de prazer quando o colocamos em prática. Após essa definição mais elucidativa e esclarecedora acerca do assunto, precisamos agora ir ao segundo ponto: a identificação dos nossos talentos para a exploração máxima do nosso potencial.

Para iniciarmos o processo de identificação dos nossos talentos, precisamos conhecer alguns fatores que nos ajudarão nesse trabalho, dentre eles veremos a Potencialidade, a Facilidade, a Energia e a Percepção.

A Potencialidade é representada através de algo que você sempre tenha sabido fazer, não é o que aprendeu, mas o que lhe é inato, não importando quando desenvolveu ou descobriu esse talento. Apenas verifique a condição de como sabe fazer bem. Já a Facilidade é representada através de algo que é fácil de realizar, sem que você perceba dificuldades. Uma dica é que você sempre utilize a sensibilidade para perceber o quanto isso é fácil de ser realizado com sucesso e o resultado sempre fica bom. Quanto ao quesito Energia, posso dizer que quanto mais energia se gasta em uma tarefa, menos talento para execução se tem, por isso é importante a Percepção, que é nesse conceito duplamente significativa, pois quando temos a percepção de que definitivamente algumas qualidades não são talentos podemos diferenciá-las. Essa é a percepção crítica. E quando temos a percepção de quanto isso é valorizado, percebido e enxergado pelos outros, temos a percepção valorativa.

Através da análise desses fatores (PFEP) você já conseguiu identificar alguns de seus talentos, porém o uso de outras ferramentas te ajudarão ainda mais, como por exemplo, definir o que você gosta de fazer, o que você sente prazer em realizar. Um grande problema do ser humano, e sempre digo isso em minhas palestras, é ser cada vez mais medíocre, desperdiçando energia, querendo melhorar seus pontos fracos em vez de apoiar-se nos pontos fortes e procurar ser o melhor naquilo que gosta e sabe fazer.
Abaixo um pequeno exercício que te ajudará na identificação do seu talento.


Lembre-se tanto quanto puder, o que você fazia realmente quando criança. Em quê, com quê e em que situação?

Como você era tratado pelas pessoas com que convivia? Você era valorizado por elas?

Quais as suas principais qualidades que podem virar talento?

Quais os seus talentos?

Exemplifique como 2 pessoas que te conhecem, te apresentariam em poucas palavras para duas desconhecidas.


Ao executar esse exercício de autoconhecimento, procure ser o mais compreensível consigo mesmo e justo com as repostas. Daí então pode começar a comemorar os seus talentos.
Tenha um excelente dia!
(*) Karim Midlej Harfush tem 40 anos, é Administrador de Empresas, consultor e palestrante. Empresário desde 1998 na área de telefonia e informática, Professor universitário das disciplinas Marketing, Planejamento Estratégico,  Gestão de Empresas Familiares e Teoria Geral da Administração - Colunista semanal e Gestor do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br