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25 abril 2017

SOBRE HONRA E GESTÃO

Em períodos tão catastróficos, onde os gestores do país nos dão exemplos de total falta de caráter e ética, fico preocupado com os caminhos da gestão e ao mesmo tempo me questionando o sobre o verdadeiro significado da palavra HONRA.

Honra nada mais é do que um princípio de comportamento do ser humano, baseado em seus valores e características socialmente virtuosas. Esse conceito está relacionado com o sentimento de orgulho próprio.

Todos os dias estamos sendo bombardeados de informações sobre corrupção, roubo, desvios de dinheiro, verba de merenda escolar roubada. Um verdadeiro caos se instalou no país. Eis que surge um questionamento na minha perturbada cabeça.

E os gestores?

E a gestão?

Onde estão os princípios de ética, honestidade e honra dessas pessoas?

Como esses senhores conseguem olhar para a cara de seus filhos e familiares?

Como esses senhores olham para seus colaboradores e membros de suas equipes?

Se nós, que enquanto líderes, devemos ser a fonte de inspiração dos nossos liderados não somos honrados, que equipe é essa que eu formei? Formei então uma quadrilha.

Mas sabem qual o verdadeiro motivo de estar escrevendo sobre isso hoje 25/04/2017. Um garçom, isso mesmo, um exemplo de profissional ético e honrado que me atendeu na semana passada.

Estava em um restaurante com alguns amigos e não percebi a falta de R$ 20,00 do meu bolso na hora de pagar a conta, saindo de lá resolvemos prolongar um pouco a noite. O papo estava bom e continuarmos a conversar. Eis que esse senhor me aborda duas horas depois me perguntando se eu não havia perdido dinheiro no momento de pagar a conta.
Olhei em meu bolso e realmente estavam faltando R$ 20,00, ele me entregou e me disse:

- Sou pai de família e a única coisa que levo para meus filhos todos os dias é a minha honra!

Nesse momento meus amigos fiquei a pensar, que maravilha de ser humano era aquele, enquanto uma boa parte dos gestores do nosso país encontra-se preso num lamaçal de corrupção, esse pai de família me procura de bicicleta pelas ruas da cidade, debaixo de chuva, para me devolver R$20,00.

Que exemplo de honra, honestidade e caráter. Fatos como esse apenas comprovam que a humanidade ainda não está perdida.

Então gestores de todos os níveis, pensem na sua honra antes de tomar suas decisões. Já disse aqui semanas atrás que gentileza e humildade não faziam mal a ninguém. Honestidade e honra também não.

Vamos respeitar nossas equipes, dar exemplos de caráter e de honra. Falar claramente, honestamente, revisitando constantemente nossos valores.

Depois de tudo isso só me resta dizer:


- Reinaldo  muito obrigado!




Luciano Dias – 41 anos, administrador, mestre em Cultura e Turismo pela UESC, coordenador dos cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Logística e Redes de Computadores. Docente de diversas especializações atuando com temas de Gestão de Pessoas, Liderança, Estratégia Empresarial, Logística e Docência Superior.

18 abril 2017

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL – O DESAFIO DA SOBREVIVÊNCIA DE UMA EQUIPE.

O tema da nossa coluna dessa semana vem permeando as conversas entre os gestores mais preocupados com suas equipes. É um tema bastante instigante, que envolve diversos outros temas da gestão, visto que o bom clima organizacional é fundamental para o engajamento e produtividade dos colaboradores.

Sempre ouvi falar que nós temos duas maneiras de iniciarmos o nosso dia. A minha opção sempre foi o bom humor, mesmo por que o bom humor contagia. Da mesma forma que o mau humor também se prolifera. E olha como é bom chegarmos ao local de trabalho e encontrarmos pessoas bem-dispostas de bem-humoradas. Isso é tão contagiante, contribui tanto para um bom clima organizacional, contribui para o espírito colaborativo tão necessário para o bom andamento do trabalho.

Outro aspecto importante é a necessidade de termos empatia. Sabermos nos posicionar no lugar dos nosso colegas, líderes e colaboradores. Observar o posicionamento do outro e também observar a necessidade do outro. Afinal de contas o resultado de todas as tarefas do grupo é um resultado seu também.

Cabe a gestor estimular a boa convivência e fomentar um clima de cordialidade e espírito colaborativo. Mas, e os conflitos? Conflitos existem e sempre existiram e são extremamente benéficos se forem profissionais e a partir desses conflitos de ideias surgirem oportunidade de melhorias e evolução.

Dois dos maiores problemas são a fofoca e a inveja. E como antídoto para esses males temos que exercitar a comunicação empresarial. Evitando o surgimento de boatos e deixando claro quais os caminhos para a progressão de carreira, isso um bom plano de cargos e salários faz, apresentando as possibilidades de desenvolvimento dentro da empresa.

Uma boa maneira de fomentar o bom relacionamento interpessoal é através da gentileza, digo sempre “Gentileza e humildade não fazem mal a ninguém” e a inda abrem portas para bons relacionamentos e amizades.

Fato é que nem sempre equipes produtivas e competitivas conseguem um clima amistoso nas suas relações, cabe ao gestor priorizar o talento e as competências técnicas na hora de formar a equipe e desenvolver através de dinâmicas, comunicados, encontros, atitudes e atividades um bom nível de relacionamento interpessoal.

Em síntese somos contratados por competências técnicas e desmobilizados por competências comportamentais, precisamos desenvolver nossas habilidades de boa convivência, respeito e empatia, pois as organizações são compostas por pessoas muito talentosas, algumas um pouco mais, outras um pouco menos. Pessoas com diferentes opiniões políticas (nesse momento todos indignados com a situação nacional coxinhas e mortadelas se sentindo pamonhas), diferentes condições sexuais, diferentes credos, diferentes gostos e todos precisando trabalhar em prol dos resultados, metas e objetivos estabelecidos no nível estratégico.

Então vamos nos respeitar e focar na boa convivência e no desenvolvimento de talentos e competências comportamentais. Olhar para o nosso colega e pensar no que ele está precisando e em que eu posso lhe ser útil. Olhar para nossas lideranças e pensar realmente como ele nos veem e como estamos desenvolvendo nossas atividades.

E acima de tudo evoluir sempre pensando nos nossos papéis sociais para que possamos ser melhores sempre.





Luciano Dias – 41 anos, administrador, mestre em Cultura e Turismo pela UESC, coordenador dos cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Logística e Redes de Computadores. Docente de diversas especializações atuando com temas de Gestão de Pessoas, Liderança, Estratégia Empresarial, Logística e Docência Superior.

11 abril 2017

DESABAFOS OU DESAFIOS DE UM GESTOR

Eis-me aqui mais uma vez tentando conversar com vocês sobre a Gestão. Particularmente hoje estou sem inspiração. Essa profissão que escolhi tem tantas nuances, tantos desafios que se não tivermos foco nem saberíamos o que fazer.

Dentre os nossos desafios está a leitura constante de cenários onde precisamos nos antever aos fatos analisando tendências. Quando afirmo sobre essa necessidade ressalto sobre a importância de estarmos atento a tudo que nos cerca. Essas tendências podem estar implícitas em uma conversa na mesa do bar, na saída do curso ou na porta da igreja.

Cabe a nós gestores ficarmos atentos, afinal de contas Deus nos deu dois ouvidos e dois olhos, então é necessário observar e analisar antes da tomada de decisão. E olha que decidir não é fácil. Imaginem quantas pessoas serão afetadas com nossas decisões. Se levarmos em conta a quantidade de pessoas que dependem de nós. Colegas, colaboradores, funcionários, fornecedores e suas respectivas famílias dependendo das nossas decisões. Se tudo der errado estaremos falidos, muitas famílias desempregadas, muitos fornecedores sem ter a quem vender seus produtos.

E como é difícil decidir. Decidir sobre contratar, sobre demitir, mudar de setor, reenquadrar, verificar se está valendo a penas manter aquele colaborador talentoso, mas desmotivado. Sem falar na quantidade de decisões operacionais que fazem parte da nossa rotina diária de trabalho.

Meu povo. Gerir não é fácil, é preciso que estejamos apoiados em ferramentas operacionais, planos estratégicos, pessoas engajadas, máquinas e equipamentos alinhado e TI a nosso favor. Empresa comprometida com os colaboradores, respeitando a diversidade de personalidade e de talentos.

No papel e na teoria fica tudo tão fácil. Mas no dia-a-dia é necessário muito trabalho, dedicação e engajamento. Até o próprio gestor precisa tomar cuidado com o seu engajamento. E verificar até que ponto ele está entregando em alto padrão e sendo exemplo para seus liderados.

Então, como gestores temos desafios de todas as ordens (mercado, finanças, comunicação, logística, pessoas, comércio, clientes). Ufa! Cansei, aliás cansei não. Gosto tanto do que faço, que encaro todas essas decisões como sendo o meu desafio diário.
Procura fazer as minha entregas com o maior prazer e sorriso no rosto. Afinal de contas é preciso manter o bom clima organizacional. Manter a moral da tropa elevada. Ser gestor prescinde uma boa dose de resiliência e paciência. Mas, também necessita de ação. É preciso muitas vezes estarmos à frente das ações, ensinando ao nossos colegas e colaboradores como gostaríamos que o trabalho fosse realizado.

Ufa! Cansei de novo! Olho para trás e penso em tudo que realizei e em tudo que tenho ainda para realizar, nos sonhos que ajudei a atingir, nas pessoas que toquei com minhas decisões, nos profissionais que ajudei a desenvolver, nas metas que entreguei. E vamos em frente! Tenho muito mais a fazer!

Sigam-me os bons e vamos juntos sonhar o mundo da gestão!


Uma boa semana a todos e muita felicidade nos nossos corações!


Luciano Dias – 41 anos, administrador, mestre em Cultura e Turismo pela UESC, coordenador dos cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Logística e Redes de Computadores. Docente de diversas especializações atuando com temas de Gestão de Pessoas, Liderança, Estratégia Empresarial, Logística e Docência Superior.

17 abril 2013

O que é e por que é importante ter um planejamento de marketing para um produto ou serviço ?



O marketing ajuda a construir relacionamentos. Permite entender as forças e o comportamento do mercado, vislumbrar oportunidades de negócios, estudar produtos e serviços que atendam às novas demandas e necessidades dos clientes. Ajuda a estreitar relacionamentos com clientes, parceiros, fornecedores e com a sociedade em geral. O marketing é a bússola da empresa.

A empresa deve ser orientada para o mercado, tendo como tema central o cliente.
Os fundamentos do marketing permitem à empresa racionalizar seus custos e investir adequadamente seus recursos. Através desses fundamentos a empresa se torna mais competitiva, ágil, versátil, enfim alcança o sucesso.

Os conceitos, estratégias e ferramentas de marketing amplamente utilizados pelas gigantes do mercado podem e devem ser colocados em prática também pelas micro, pequenas e médias empresas. Nesse caso, seus gestores devem cumprir o papel dos especialistas de marketing utilizados pelas grandes corporações.

Quais são os ingredientes básicos do marketing ?
 O Composto Mercadológico ou Mix de Marketing.

Existem fatores que devem ser estudados para posicionar uma empresa no mercado e a partir deles conhecer e analisar os fundamentos do marketing. São eles:

· Produto (ou serviço) - o que uma empresa cria, produz, desenvolve ou informa de acordo com uma demanda existente ou gerada;
· Ponto - toda estrutura que se relaciona com os canais de distribuição e de logística que viabilizam a entrega ou aquisição do produto ao cliente.
· Preço - é o valor atribuído a um produto ou serviço. Devemos sempre levar em consideração custo-benefício e a concorrência;
· Promoção - é o esforço que a empresa faz para comunicar a existência de seus produtos (ou serviços) ao mercado e promovê-los, utilizando os meios de comunicação.
· Padrão - desenvolvimento de procedimentos e rotinas para todos os processos vitais da empresa: produção, manuseio, venda, promoção e pós-venda. A empresa deve buscar sempre a menor variabilidade possível em cada ação mercadológica.
· Pessoas - Fornecedores, talentos humanos da empresa e clientes

Como trabalhar as variáveis do Composto Mercadológico (mix de marketing) ?
Como podemos examinar o peso relativo de cada variável e a partir desse pensamento planejar a importância de cada uma delas relativas ao nosso mercado ou ao mercado do nosso cliente ?

Imagine três restaurantes:
Restaurante 01: Restaurante Sofisticado
Serve pratos da culinária internacional.
Neste caso o produto (o prato) e as pessoas (garçons, chefe, maître, manobrista) são muito importantes, tendo um peso significativo no potencial de atrair clientes.

Restaurante 02: Restaurante Popular
Cobra por peso a refeição que o cliente seleciona no prato.
Os itens preço e promoção são fundamentais.

Restaurante 03: Restaurante "Fast Food"
No Fast Food ponto (localização), preço e padrão (sanduíches e pratos elaborados segundo rígidas normas de execução, garantindo homogeneidade do cardápio e baixo custo) são fundamentais.
Fazer gráfico dos diferentes pesos do Mix de Marketing
Restaurante Sofisticado
Restaurante Popular
Restaurante Fast Food

Como melhorar o desempenho da empresa, tornando-a mais competitiva ?
Isso é possível através do estudo das quatro funções básicas do marketing:

ANÁLISE - ajuda a empresa a balizar seus produtos e serviços em relação a oportunidades de negócios e verificar o que efetivamente está ocorrendo em termos de tendências mercadológicas. Ajuda também a levantar os pontos fortes e fracos da empresa e da concorrência.
AVALIAÇÃO - De posse dos dados preliminares da análise, é possível verificar que oportunidades o mercado oferece e que pontos precisam ser reavalidos e melhorados.
ATIVAÇÃO - Nesta fase a empresa deve promover a ativação, ou seja, realizar as ações concretas que lhe possibilitem melhorar seu desempenho ou conquistar novos segmentos do mercado, nessa fase as vezes é necessário alterar vários pontos do mix de marketing.
ADAPTAÇÃO - Verificamos o que é necessário modificar ou adaptar em relação às ações implementadas na fase de ativação.
As quatro funções do marketing Análise, Avaliação, Ativação e Adaptação funcionam como uma verdadeira auditoria de marketing. Dessa maneira a empresa estará sempre sintonizada com o que está ocorrendo à sua volta e atenta a mudanças estratégicas.
GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL - Fundamentos do PDCA
A forma mais simples de planejar ações para o futuro e implementar mudanças é conhecida como o ciclo do PDCA.
É uma ferramenta extremamente útil para melhoria de qualquer atividade e também na implementação de mudanças na empresa ou na vida pessoal.
A filosofia da qualidade total parte do princípio de que pessoas, processos, produtos, a forma de operação e as tarefas de uma organização sempre podem e devem ser aprimorados.
A sigla PDCA é formada pelas iniciais de quatro palavras-chave: P=planejar; D (do verbo inglês do)=fazer; C=checar e A=agir corretivamente.

Fonte: Suzana Pedrinho - editora de www.marketing.com.br

15 abril 2013

Logística reversa


Com o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtos transportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais que precisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário da cadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.

A logística reversa é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo. Veremos mais detalhes ao longo deste artigo.

Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, a reciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento. Além de contribuir legitimamente para a redução dos impactos ao meio ambiente há um ganho de imagem para a empresa que o faz. Há exemplos de reciclagem que já são práticas comuns: latas de alumínio, garrafas pet, papel, dentre outros itens de pós-consumo.

Há também a reutilização, notadamente com as sobras industriais, partes de equipamentos e sucatas em geral. No entanto, existe também o fluxo de produtos do consumidor de volta ao vendedor por iniciativa do usuário: quando ele não está satisfeito com uma compra, ele devolve o produto (bastante comum no comércio eletrônico ou erro de escolha do produto em lojas físicas).

De maneira geral, três fatores estimulam o retorno de produtos: (1) consciência cada vez maior da população para a necessidade de reciclar e de se preocupar com o meio ambiente; (2) melhores tecnologias capazes de reaproveitar componentes e aumentar a reciclagem; (3) questões legais, quando a legislação obriga que as empresas recolham e dêem destino apropriado aos produtos após o uso.

Do ponto de vista das empresas, alguns cuidados precisam ser tomados. Nos locais de armazenagem, faz-se necessário estruturar sistemas capazes de lidar com estes volumes crescentes (e dificilmente previsíveis). Além disso, assim como a logística tradicional, a logística reversa tem como um dos principais componentes os sistemas de transporte. É necessário que os sistemas de roteamento sejam capazes de solucionar os complexos problemas de entregas e coletas simultaneamente, levando em conta, dentre outras restrições, as capacidades dos caminhões e os intervalos de tempo (este problema é chamado tecnicamente de pickup and delivery routing problem).

Identificar as melhores estruturas de transporte capazes de recolher estes produtos, normalmente muito dispersos nos centros de consumo, e levá-los de volta às fábricas ou centros de tratamento é um grande desafio que precisa ser corretamente modelado. As práticas neste recente segmento ainda não estão consolidadas, e há espaço para diversas inovações.

Portanto, faz-se necessário planejar estrategicamente os sistemas internos (gerenciamento de estoques, sistemas de informação, espaço físico) e externos (transporte e relacionamento com clientes), a fim de aproveitar este novo mercado, atraindo e fidelizando clientes com mais uma opção de serviço pós-venda.

11 abril 2013

Tire tempo para organizar o tempo.

* Luana Fernandes


Tempo, esse elemento está a cada dia mais escasso na vida das pessoas. Já parou para perceber quantas vezes reclamamos da falta de tempo?! Reclamamos que não temos tempo para as nossas coisas, para visitar um amigo, para fazer aquele curso extra que seria ótimo para a carreira. Falta tempo para acompanhar a lição de casa dos filhos, para aquela consulta médica que fica sempre para outra hora e para aquele filminho que você nem lembra qual foi à última vez que parou para assistir.  Enfim, parece mesmo que o tempo está mais apertado a cada dia, certo? Errado. 

O número de atividades aumentou sim no cotidiano atual das pessoas, mas a falta de tempo que tanto reclamamos, em muitas vezes, consiste na falta de ‘gestão do tempo’. Planejar como será o dia seguinte é fundamental para um dia produtivo. Em seu livro, “A Tríade do Tempo”, Christian Barbosa classifica a forma como utilizamos o nosso tempo em três esferas: importante, urgente e circunstancial.

A esfera da importância refere-se a todas as atividades que você faz e que são significativas em sua vida, que trazem resultado a curto, médio e longo prazo. Na esfera da urgência estão todas as atividades para as quais o tempo é curto ou já se esgotou que geralmente causam estresse. E na esfera circunstancial estão as tarefas desnecessárias, que desperdiçam tempo, que são feitas por comodidade ou por serem “socialmente” apropriadas, e estas, não levam a lugar algum. 

Em qual esfera esta a maioria das atividades do seu dia? Importante, Circunstancial ou Urgente? Como você tem planejado suas atividades ou simplesmente não planeja. Se você deseja, ser mais produtivo, equilibrar melhor a sua vida pessoal e profissional e reduzir o nível de estresse, é melhor começar a dar a devida importância que a gestão do tempo requer. 

Comece por avaliar as suas atividades, olhar como tem organizado o seu tempo e quantas atividades desnecessárias você tem feito. Você pode fazer isso por conta própria ou com o apoio de um profissional. O importante é que faça!
 
*Luana Fernandes tem 28 anos, é administradora, personal & business coach e empresária. Tem MBA em Marketing Estratégico pela Faculdade de Gestão e Negócios – FAGEN – UFU em Uberlândia, Minas Gerais. 


05 abril 2013

ATRIBUIÇÕES DO GERENTE DE VENDAS.


São atribuições gerais do Gerente de Vendas ou Gerente Comercial:

  1. Desenvolver/adequar a missão e visão organizacional, juntamente com os outros setores;
  2. Compartilhar com os demais setores envolvidos as estratégias elaboradas para o desenvolvimento dos negócios da empresa, através de uma visão macro e não setorial;
  3. Apoiar idéias de cada unidade de negócios, visando aumento de negócios e atingimento da meta;
  4. Avaliar constantemente o mix de produtos, níveis de estoque e margens de lucro;
  5. Analisar os processos e estratégias existentes, objetivando aprimorá-los ou ajustá-los a atual realidade do mercado e da organização, buscando um padrão de atuação;
  6. Avaliar e planejar estratégias de vendas e atuação no mercado;
  7. Estruturar, organizar, distribuir, apoiar e acompanhar a sua equipe de vendas diuturnamente;
  8. Assegurar o cumprimento dos objetivos e metas de vendas estabelecidas estrategicamente;
  9. Observar e avaliar as melhores práticas do mercado e implementá-las na organização;
  10. Avaliar e gerenciar as despesas do departamento visando cumprir orçamento determinado evitando desperdícios e gastos desnecessários;
  11. Constantemente promover treinamento técnico e de produtos com a sua equipe;
  12. Estabelecer rotinas de reuniões com sua equipe incentivando o trabalho em grupo.

As informações básicas acima descritas encaixam-se dentro do perfil de um profissional apto a exercer o cargo de Gerente de Vendas ou Gerente Comercial.

03 abril 2013

A confusão da confusão de não se organizar



*Rogério Silva
Pessoas metódicas como eu sofrem quando deixam pra depois alguma responsabilidade. Lá no primeiro ano de faculdade aprendemos 4 letrinhas que vão nos perseguir por toda vida: PDCA – Planejar, Dirigir, Controlar, Agir. Fugir disso é pagar um preço, seja ele alto ou baixo, por algo que saiu do nosso comando.

A administração não é ciência exata. Há quem defenda que sequer é ciência. Pra não entrar nesse mérito vamos denominá-la de Estudo. Este estudo humano, que nos habituamos a encarar apenas no plano profissional, equivocadamente, margeia nosso dia a dia. A casa da gente é um excelente laboratório para aplicar um PDCA.

Vá até a cozinha ou à dispensa. Abra as portas dos armários. Veja o que está faltando para a sua higiene pessoal, alimentação, limpeza doméstica, etc. O que você costuma fazer após isso? Uma lista de compras, certamente. De posse dela, você vai ao supermercado, ao açougue, à padaria, drogaria, etc.

Chegando das compras, isso tudo será desembalado, alguns dos itens serão lavados, armazenados. Para determinadas pessoas “neuróticas” como eu, vai haver uma outra lista, esta com anotações sobre o que há de adquirido nessas compras, que podemos chamar de controle de estoque. À medida que os produtos forem sendo consumidos, haverá uma anotação qualquer ao lado do item: um X ou um risco.

Coordenar tudo isso dentro de casa é simples quando se mora sozinho. Porém, ao conviver com outras pessoas, a tarefa não é tão simples. A sua empregada pode não ter a disciplina que você pratica. Os filhos podem encarar seus métodos como uma chatice e não colaboram. A esposa até acha tudo muito bonitinho, com papeis coloridos pregados na porta da geladeira e rabiscos pra lá e pra cá a cada vez que um pacote de biscoito é aberto, mas fica só na admiração e também não contribui muito.

Gerir uma Organização, seja ela familiar ou empresarial, é aplicar o PDCA constantemente, em atividades separadas e no conjunto. Sabendo, claro, que haverá adesão ou não dos outros. Em geral, a equipe é o espelho de seu líder. Os 84 que trabalham comigo talvez não tenham o mesmo tipo de “neurose” com organização. É possível que uns sejam mais atentos a isso, outros menos. Mas pela lei da seleção natural, ficam os que superam esse desafio e acabam se identificando com esse tipo de gestão, que sob o meu ponto de vista, ao menos, funciona.

A propósito, quando falei lá no início acerca de pagar preços por alguma falha no PDCA, quero explicar, de forma prática, o que ocorreu comigo esta semana: Tenho compromisso de entregar meus artigos todas as terças-feiras para este blog, para que sejam revisados e publicados às quartas. Em geral o escrevo nos fins de semana. Num rompante de pensar, “deixa pra depois”, acompanhado de um “mais tarde cuido disso”, emendei com uma viagem exaustiva de trabalho na segunda-feira e com uma terça-feira acumulada de pendências na empresa. Resultado: Sacrifiquei o meu horário de academia de manhã cedinho na quarta para honrar o compromisso da escrita.

O preço dessa vez foi módico, mas houve a cobrança. Estou pagando a fatura.

Não se iluda. Em algum momento, negligenciar vai lhe custar algo. Pratique isso na sua rotina e meça obrigações e desempenho pela régua do PDCA. O resultado é surpreendente. Até a próxima.

(*) Rogério Silva tem 41 anos, é jornalista e administrador de empresas. Tem MBA em Gestão Executiva e Empreendedora, com extensão em liderança. Desde 2007 dirige as áreas de infraestrutura midiática e jornalismo da Rádio Educadora Jovem Pan e TV Paranaíba/Record, em Uberlândia, Minas Gerais - Colunista Semanal do Blogwww.administrandohoje.blogspot.com.br

PS: Alguns autores consideram o acrônimo PDCA como Plan (Planejar) – Do (Fazer) – Check (Verificar) e Act (Agir)

27 março 2013

Planejar é viver.

*Karim Midlej Harfush


O Planejamento Estratégico sempre foi enfoque principal nas grandes empresas. O seu estudo detalhado requer acompanhamento e atualização constante por parte dos altos cargos hierárquicos. Claro que, verificando possíveis mudanças de rumo se necessário a ou manutenção do curso, visando sempre alcançar o objetivo principal da organização.

Tal fato, infelizmente, não se constata quando se tratam das Pequenas e Médias Empresas (PMEs), onde a implantação do Planejamento Estratégico é uma prática pouco utilizada. A chamada “administração a toque de caixa” (resolver os problemas conforme eles aparecem) é, segundo o SEBRAE, uma das causas principais da mortalidade e declínio desse tipo de organização. A máxima que empresas que planejam seu futuro possuem maior chance de sobrevivência e de sucesso empresarial é mais do que nunca uma verdade estabelecida.

Não há, na minha opinião, ferramenta administrativa ou processo gerencial tão importante quanto o planejamento estratégico, cujo principal objetivo na sua formulação é buscar o direcionamento, mostrar os rumos da organização, servindo como bússola, produzindo respostas a questões empresariais através de estudos do ambiente interno (potencialidades, fraquezas) e externo (oportunidades e das ameaças). O planejamento estratégico estabelece metas, objetivos e a maximização da eficiência no emprego correto dos recursos dando sustentabilidade organizacional, pormenorizando os riscos negociais.

Por conta da sua amplitude e profundidade, muitos empresários e estudantes têm dificuldades em realizar esses estudos. Como forma de facilitar o entendimento, simplificar o processo e motivar na sua realização, segue um pequeno manual de como elaborar o Planejamento Estratégico da sua empresa ou do seu negócio.

Inicialmente, deve-se fazer o diagnóstico dos ambientes - interno e externo (análise de cenário)- nos quais a empresa está competindo. É a chamada análise SWOT (acrônimo do inglês S de Strenghts – forças, Weaknesses – fraquezas, O de Oportunities – oportunidades e Threats – ameaças).

Nas análises internas (Forças e Fraquezas) deve-se verificar os aspectos que diferenciam a empresa dos seus concorrentes (são as decisões e níveis de desempenho), quais pontos são vantagens competitivas (qualidade do produto ou serviço, solidez financeira etc) e quais pontos são desvantajosos (altos custos de produção, marca fraca, dentre outros). Levante o máximo de aspectos possíveis, seja sincero e aja como se estivesse fora da empresa.

Nas análises externas (Oportunidades e Ameaças) devem ser consideradas as perspectivas de evolução do mercado. A empresa não pode controlar esses aspectos, porém deve-se conhecê-los e monitorá-los com frequência. As mudanças de hábitos e gostos dos clientes e falência de concorrente são exemplos de oportunidades que podem potencializar ainda mais as vantagens competitivas da empresa. Já a entrada de novos players (concorrentes) e a perda de trabalhadores fundamentais são exemplos de ameaças.



A próxima fase é a determinação dos objetivos organizacionais. Defina com clareza o que pretende atingir e não esqueça que o detalhamento é fundamental nesse processo. Defina as metas e identifique o público com o qual vai lidar.

Após saber onde estamos, aonde queremos chegar e com quem estamos lidando, chega a hora de traçar o caminho, colocar no papel as ações que serão necessárias para alcançar os objetivos e as metas. Só então estabeleça os recursos que deverão ser utilizados. Não leve em conta apenas os recursos financeiros, mas também os materiais e humanos.

Enfim, com esses dados em mãos, dê vida ao projeto, realize, execute e não se esqueça do controle e avaliação, levantando todos os pontos positivos, os negativos e o quanto do objetivo foi alcançado. Esse feedback servirá como balizador das próximas ações.

Mãos à obra e sucesso!
(*) Karim Midlej Harfush tem 40 anos, é Administrador de Empresas, consultor e palestrante Mágico. Empresário desde 1998 na área de telefonia e informática, Professor universitário das disciplinas Marketing, Planejamento Estratégico,  Gestão de Empresas Familiares e Teoria Geral da Administração - Colunista semanal e Gestor do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br