03 junho 2013

O que é Assistencialismo.



*Marcelo Santiago
O que é assistencialismo?  É a doutrina ou prática política que defende a assistência aos mais carenciados da sociedade. É uma doutrina baseada no conceito de assistência, obrigação que contraem os governos com seus cidadãos por meio de uma constituição pela qual se assinala o caráter de dignidade de todo ser humano sem distinções de tipo algum, e pela qual o governo há de assisti-los no que se refere à subsistência mínima básica como moradia, refeitórios públicos, cuidados sanitários. Eis o conceito doutrinário da palavra assistencialismo, que não tem nada haver com o que o Governo do PT vem usando durante os anos que está no governo. No entanto, o que tem OCORRIDO DE FATO é que essa politica assistencialista tem virado uma PRÁTICA POLÍTICA POPULISTA, aonde o governo não auxilia temporariamente, mas COMPRA OS VOTOS dos eleitores em troca de uma "mesada", fazendo com que ao invés de crescer, o indivíduo se ESTAGNE na situação de pobreza.

E o que realmente precisamos é de políticas públicas que valorizem o crescimento e desenvolvimento nacional. A fim de gerar emprego e desenvolvimento dessas pessoas que deveriam está temporariamente sendo assistidas por verdadeiras Políticas Assistencialistas.

Para que o Governo aplique o que a Constituição Federal de 1988 invoca no seu artigo 5, que tem como princípio absoluto a Dignidade da Pessoa Humana, Precisamos que as reformas Política, Previdenciária e Tributária realmente saiam do papel, reformas essas que foram promessa do Governo do PT e grande marketing da campanha do ex presidente LULA. Bem, o que podemos verificar a parti de dados reais é que as reformas não saíram do papel, a carga tributária é uma das mais altas do mundo, impedindo assim o desenvolvimento de empresas transnacionais, multinacionais e os pequenos e micro empresários. No ano de 1994 a dívida externa era 30% do nosso PIB e no ano de 2012 essa dívida fechou em 41,1% do nosso PIB(Produto Interno Bruto), mas os Brasileiros rezam em alto tom que o governo Lula, O Populista, pagou nossa dívida externa e o Governo “arrota isso nos quatro cantos do país”. 

Nesse último final de semana, vimos em todos os noticiários uma corrida desenfreada de milhares de pessoas a Caixa Econômica, motivadas pelo boato que era último dia para sacar o bolsa família. Percebe-se nas imagens que são pessoas que fazem parte população economicamente ativa(PEA). O que precisamos são de políticas de reentradas dessa população ao mercado, como? Primeiro um Cadastro nacional dessa população que não está ocupada e um estudo das necessidades e demandas de cada região do nosso país, e parte desse levantamento implantar cursos em parcerias com Senai,  Universidades Federais, a fim de capacitar essas pessoas para que possam entrar no mercado. Pois o que percebemos em alguns estudos é que a demanda existe, porém reprimida por falta de capacitação. Mas nosso Governo prefere dá mesada e garantir votos para eleições futuras, até quando iremos viver nessa DITADURA DEMOCRÁTICA que só interessam a uma pequena parte da população em detrimento as reais necessidades da sociedade? Precisamos cobrar de qualquer sigla que esteja no poder fazer o que realmente é necessário para o desenvolvimento do país e a diminuição  da desigualdade social.
* Marcelo Santiago tem 34 anos, é Economista pela Universidade estadual de Santa Cruz - UESC. MBA em Controladoria pela Faculdade Internacional de Curitiba - Facinter. Professor de Economia/Controladoria e Mercado de Capitais. Sólida experiência em Gestão de Planejamento Estratégico e Planejamento Orçamentário. 
As opiniões expressas neste documento são de inteira responsabilidade dos autores e não refletem, necessariamente, a posição oficial do Blog Administrando Hoje.

29 maio 2013

Pai, faltou Luz!



 *Rogério Silva
E era uma delícia. Todos nós íamos para a varanda e conversávamos sem parar, contávamos histórias e ríamos muito. Demorava a acender tudo de novo. Pelo menos uma vez por mês era certo termos um blecaute na cidade. Na rotina da luz elétrica, era cada um para seu lado. No único Telefunken de vinte e tantas polegadas, tinha uma tela de plástico ou acrílico pregada na frente com 3 faixas verticais coloridas: Verde, vermelha e azul. Para nós, isso dava cores ao aparelho preto e branco. A minha irmã adorava os episódios de “Jeannie é um Gênio” e “A Feiticeira”. Eu era vidrado no “Robô Gigante”. A minha mãe, claro, acompanhava capítulo por capítulo de “Anjo Mau”. E meu pai, bom, para meu pai, sobrava a tv somente na hora do almoço. Era ali que ele sabia dos gols da rodada e se o Vasquinho dele tinha se saído bem ou não nos pés do Roberto Dinamite.

A televisão hipnotizava a todos e nos roubava a atenção. Mas sem energia elétrica em casa e sob a luz de velas, nos restava a companhia um do outro. Era momento de lembrar dos trejeitos engraçados da tia que morava na cidadezinha natal da minha avó, do meu pai contar os casos mais esdrúxulos que nós apenas fingíamos acreditar e da minha mãe colocar a cabeça da gente no colo dela e dar conselhos: “Não briguem tanto, vocês são irmãos”. E aí a gente fazia um pacto, selava a paz que durava no máximo 1 dia.

Na casa da frente em nossa rua, tinha Seu Naná das garrafas, que ficava na porta esperando a luz voltar. Na casa ao lado, a mulher rabugenta que nunca aprendemos o nome também vinha à porta e até ficava mais simpática. Tinha os meninos do futebol, filhos da pianista, e também a turma do Balança Mas Não Cai, um edifício de 3 andares antiquíssimo da esquina.

Lá se vão mais de 35 anos, mas a memória é ainda muito fresca. Luz elétrica era o máximo de tecnologia que havia no nosso interiorzinho da década de 70. E sem ela, voltávamos a ser pessoas rudimentares que tinham que se virar com o que havia. E o que havia erámos nós mesmos.

Com o passar dos anos, as coisas foram ficando mais fáceis, vieram a tv em cores, os primeiros videogames, os computadores, celulares e toda a tranqueira que conhecemos nos dias atuais. A tv da sala passou a ser mais enfeite e sinal de status. Em cada quarto, cada um tem a sua tv. Mas isso nem é mais relevante. Quase nunca falta luz. Hoje, o apagão é outro.

Todo mundo vive conectado o tempo inteiro. Numa mesa de 4 pessoas num restaurante tem mais 4, mais 16 plugadas na conversa em outros lugares do mundo. Chegar em casa e encontrar esposa, filho e empregada confinados em seus universos digitais é mais comum do que se pensa. E quando vai acontecer de novo aquele momento em que a luz ia embora? 

Bom, aconteceu!

Na última segunda, a companhia que detém mais de 90% dos serviços de internet no Triângulo Mineiro saiu do ar por quase 12 horas. Nada de navegação no site favorito, nada de e-mails importantíssimos para mandar ou receber, nada de redes sociais para postar fotos, fofocas, piadas, lições de moral, mensagens de fé. 

Confesso que foi um dia diferente. Em algumas empresas, a pane fez funcionários irem pra casa mais cedo, reuniões foram adiadas e certamente, várias famílias se reuniram na sala para jogar conversa fora, falar bobagens, reparar no novo corte de cabelo da esposa e, até, para ver televisão. 
Quanta ironia!


(*) Rogério Silva tem 41 anos, é jornalista e administrador de empresas. Tem MBA em Gestão Executiva e Empreendedora, com extensão em liderança. Desde 2007 dirige as áreas de infraestrutura midiática e jornalismo da Rádio Educadora Jovem Pan e TV Paranaíba/Record, em Uberlândia, Minas Gerais - Colunista Semanal  do Blog  www.administrandohoje.blogspot.com.br
 

28 maio 2013

Gestão Participativa


Por Vinicius Sebastião Borges da Silveira para o RH.com.br 
Empresas competitivas buscam resultados. A economia mundial vive hoje o momento de concorrência mais acirrada que já existiu em todos os tempos. Para sobreviverem neste cenário, as empresas adotaram um rigoroso padrão de excelência e passaram a exigir resultados cada vez mais positivos.
Os novos paradigmas gerenciais requerem funções descentralizadas, participativas, interdependentes e integradas. O desenvolvimento organizacional depende da melhoria contínua dos processos de gestão, apoio e de base, pois a eficiência dos processos depende dos referenciais e recursos neles utilizados. O ser humano hoje é totalmente determinante, pois sua capacitação e motivação é que tornam possível o aumento da eficiência dos processos e produtividade de qualquer organização.
A Gestão Participativa busca criar estruturas descentralizadas, em que se faz necessário à sobrevivência da empresa, em que relacionamento cooperativo passa a ser uma ferramenta essencial para superar os conflitos internos nos processos produtivos e as mudanças nas relações do trabalho. A consciência individual e coletiva exige de seus gestores e demais pessoas da empresa visão de globalidade, isto é, saber o que sua tarefa significa na totalidade organizacional.
A participação dos funcionários nas decisões da empresa, em maior ou menor escala que seja, vem sendo uma constante em uma série de modelos de gestão. Nos últimos tempos, porém, um conjunto de tendências paralelas tem fortalecido a adoção do modelo da Gestão Participativa. A democratização das relações sociais, o desenvolvimento de uma classe trabalhista, a elevação do nível educacional, a complexidade e a intensificação das comunicações são algumas das razões que justificam a adoção de um maior grau de envolvimento.
Kanaane (1994, p.44) destaca que as organizações necessitam adotar posturas mais flexíveis com relação às concepções sobre poder e influência, o que implica a adoção de estratégias compatíveis com o envolvimento e o engajamento dos colaboradores, possibilitando a valorização do potencial humano.
A divisão rígida do trabalho cede lugar a equipes multifuncionais, nas quais cada colaborador está preparado para cumprir tarefas variadas, significando assim, o fim da era mecanicista e o início da era humana. É através da participação que os colaboradores envolvem-se com os objetivos e resultados das empresas e sentem-se parte integrante do processo estratégico e produtivo.
A Gestão Participativa tem como vantagem a participação eficaz dos colaboradores nos objetivos da empresa, gerando desta forma um clima propício ao desenvolvimento qualitativo no trabalho e, consequentemente, o aumento da produtividade em suas funções.
Pode-se identificar o verdadeiro papel e a real importância da Gestão Participativa em uma organização. É através da participação que podemos notar e avaliar o desempenho da empresa como um todo e o aumento da produtividade dos colaboradores, uma vez que o sucesso do líder transparece-se sem que haja a necessidade de autoritarismo.
A importância de trabalhar de forma participativa está muito bem citado por Gardin (1995): "Se alguém quer que as pessoas participem, deve, antes de mais nada, levá-las à sério. Quando houver desejo real de planejamento participativo, um aspecto metodológico constitui-se em ponto fundamental: recolher o que as pessoas sentem, desejam e pensam da maneira como elas o pensam, desejam e sentem, utilizando as próprias palavras que as pessoas escrevem ou pronunciam. O importante é definir que, para construir um processo participativo com distribuição de poder, não é suficiente pedir sugestões e aproveitar aquelas que pareçam simpáticas ou que coincidem com pensamentos ou expectativas dos que coordenam: é necessário que o plano se construa com o saber, com o querer e com o fazer de todos".
O importante para os colaboradores em uma estrutura participativa, não somente é, ser bem remunerado para ser uma pessoa feliz e produtiva dentro de uma empresa. Faz-se necessário também se ter um ambiente tranquilo e agradável de trabalho, onde haja condições reais de se desenvolver mais e mais. Proporcionar a esta empresa o sucesso e excelência empresarial que ela tanto almeja, alcançando assim maior reconhecimento do mercado e, consequentemente, obter maior lucratividade.

200 anos, 200 países, 4 minutos




Petrônio Hipólito (*)
Caros leitores, convido vocês para uma rápida e interessantíssima viagem. O médico Hans Rosling mostra a história do desenvolvimento do planeta nos últimos dois séculos, transformando estatísticas em animação gráfica interativa. Programa "The Joy of Stats" da BBC 4 da televisão inglesa, legendado em português de Portugal pela EsquerdaNet.

Boa viagem e ótima semana a todos. Até a próxima terça-feira.

(*) Petrônio Hipólito tem 54 anos, é engenheiro agrônomo pela ESALQ-USP. Especializou-se em Gestão de Sustentabilidade e em Administração (CEAG) pela FGV. É palestrante e consultor. Tem sólida experiência em Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável.