11 abril 2013

Como ser um profissional capaz de encantar as empresas?

 O mercado de trabalho está desesperado por profissionais qualificados. Entenda quais são — afinal — as características mais valorizadas e como você pode desenvolvê-las em seu dia a dia.

Luiz de França e Marcia Kedouk, da Você S.A

São Paulo - O mundo enfrenta uma das mais profundas crises financeiras dos últimos tempos, que tem levado a índices alarmantes de desemprego em países como Espanha, Grécia e África do Sul, principalmente entre os mais jovens. Nesses países, mais da metade das pessoas com menos de 24 anos está desempregada. 

No Brasil, embora o quadro seja bem melhor, com uma taxa média de desemprego de 5,5% em 2012, o saldo de vagas com carteira assinada (empregos abertos menos empregos fechados) foi o pior dos últimos três anos.
Paradoxalmente, existe uma fatia do mercado em que sempre há vagas abertas. São os postos destinados a profissionais qualificados. Um estudo da consultoria McKinsey & Company, conduzido com 8 000 empresas, educadores e jovens profissionais em nove países, inclusive o Brasil, verificou que apenas 43% dos empregadores afirmam encontrar candidatos adequados nos níveis iniciais de carreira, e 39% preferem não contratar ninguém a escolher uma pessoa fora do perfil.
No Brasil, 48% das empresas afirmaram seguir esse padrão. A explicação para esses números está no descompasso entre a formação oferecida nas faculdades e o conhecimento exigido pelo mercado de trabalho, o que causa na pessoa o desconforto de nunca se sentir totalmente preparada para um cargo. Um pesadelo que deve continuar.
A pesquisa da McKinsey mostra que apenas 31% das companhias pesquisadas estão engajadas em buscar soluções eficazes com os centros universitários e técnicos. No Brasil, esse número cai para 25%. Uma das autoras do levantamento, Mona Mourshed, é categórica ao dizer para a VOCÊ S/A que não existe interação suficiente entre esses dois lados.
“As organizações que conseguem se comunicar melhor e trocar experiências com universidades são as que não têm problemas em encontrar mão de obra com o perfil que procuram”, diz Mona.
No livro Why Good People Can’t Get Jobs (“Por que boas pessoas não conseguem emprego”), lançado no ano passado nos Estados Unidos e ainda inédito no Brasil, o professor Peter Cappelli, diretor do centro de recursos humanos da escola de negócios Wharton, aponta que parte do problema está nas empresas, que idealizam um candidato perfeito.
Segundo ele, elas querem alguém que preencha todos os requisitos de imediato, sem passar por um treinamento ou um tempo para se qualificar ou se adequar ao novo ambiente. Em sua pesquisa, a McKinsey aponta as 13 características mais valorizadas e menos encontradas pelas companhias — criatividade, ética, comunicação e liderança são algumas delas (veja o quadro O Que as Empresas Buscam).
Com base nesse estudo, a VOCÊ S/A ouviu grandes empresas para saber o que elas, afinal, esperam do profissional e como identificam as capacidades, as habilidades e as atitudes que desejam encontrar. Apesar de o conjunto de competências ser grande, muitos empregadores não abrem mão delas.
“É o essencial para garantir a qualidade dos serviços que prestamos”, diz Paul Fama, vice-presidente de recursos humanos da GE para a América Latina.
O fato é que as empresas aumentam o grau de exigência numa velocidade que a educação formal — superior e técnica — não consegue acompanhar. Além disso, as companhias passaram a ser muito rigorosas com questões comportamentais e valores pessoais, itens que as escolas, em sua imensa maioria, nem pensam oferecer.
“Nossa realidade está mais complexa, especialistas e generalistas já não bastam, procuramos indivíduos capazes de estabelecer conexões entre áreas da organização, que conheçam do negócio, pessoas preparadas para encontrar soluções e gerar resultado”, diz Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian. “Não é fácil.”
Para entender o mercado, você pode usar a velha imagem do copo meio cheio e meio vazio: as oportunidades existem, mas aproveitá-las exigirá um esforço pessoal maior de correr atrás de qualificação. “A forma de enxergar e fazer negócios no Brasil e no mundo mudou, e quem não entender isso fica de fora”, diz Ricardo Garcia, vice-presidente de recursos humanos, tecnologia da informação e relações institucionais da siderúrgica ArcelorMittal Brasil, de Belo Horizonte.
Na visão de alguns especialistas de mercado, como Claudio Garcia, presidente da LHH|DBM para a América Latina, empresa de recolocação e transição de carreira, de São Paulo, as questões de qualificação mais delicadas envolvem liderança, ética e alinhamento com a cultura corporativa. São esses pontos, e não as habilidades técnicas, que estão por trás da maioria das demissões de executivos no país.
“As empresas têm de parar de esperar o profissional pronto, porque ele é muito disputado e pode demorar a surgir”, diz Claudio.
O diretor-presidente do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, concorda com a máxima de que a experiência só vem com o tempo e de que somente a prática possibilita dominar as particularidades de um negócio. Mas ele alerta para os desafios da educação. “O Brasil precisa de profissionais qualificados para continuar crescendo.”

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10 abril 2013

Panetone: Foi-se embora a Dama de Ferro

* Rogério Silva

O então senador Antônio Carlos Magalhães foi homenageado no Congresso Nacional. Não me lembro bem o motivo, mas foram rendidos rasgados elogios à figura do cacique baiano. De uma dessas manifestações, em especial, jamais esqueço. Foi do também senador à época Aloízio Mercadante. Petista histórico, usou a tribuna para reconhecer que, apesar do antagonismo político, ACM tinha seus méritos, era figura de personalidade forte, marcante no cenário nacional e dono de iniciais que viraram marca registrada. Estavam em lados opostos, mas lutavam por ideais semelhantes. 

Do outro lado do Atlântico, partiu para a eternidade e entrou para a história a Dama de Ferro. Margaret Thatcher ganhou o apelido dos rivais. Os russos, tal qual o petista tupiniquim, viviam no embate contra a Primeira Ministra britânica, mas jamais deixaram de reconhecer sua importância nas negociações diplomáticas. ACM e Thatcher são panetone: Ou você gosta, ou você odeia.

Nos noticiários desta semana, a fala de Ed Miliband, líder da oposição trabalhista, deu a medida exata das demonstrações de respeito à parlamentar conservadora: "Discordamos de muito do que ela fez, e ela continuará para sempre como uma figura controversa. Mas devemos discordar e respeitá-la imensamente", disse.

Ninguém se lembra da professora boazinha. Ficou pra trás. Mas das disciplinadoras rígidas, que nos fizeram chorar e perder noites e noites em busca da superação, todos temos recordações. Esses mestres foram intransigentes em alguns momentos, porque era necessário ser assim. Nos colégios de freiras, não importava ser católico ou não, as notas baixas na prova de Ensino Religioso reprovavam, independentemente da crença em Deus e do papel de Jesus Cristo na Terra. Era a lei do juízo, aquela que tem poder moral acima de tudo. O resto é perfumaria.

No mundo corporativo de hoje talvez não haja mais espaço para personalidades assim. O excesso de psicologia no trato humano, benéfico em um "sem número" de situações, também estragou uma fórmula superada de sucesso. Tive um "braço direito" que certa vez me falou que eu era muito bonzinho e que ele estava ficando com fama de mau entre os colegas. Ele batia e eu alisava. Concordei. Mas expliquei que isso era estratégico. É complicado só levar bordoada todo o tempo. Os afagos também são bem vindos.

E quando as duas personalidades estão na mesma pessoa? Aí, é o melhor dos mundos. Irmã Dalvanir que o diga. Freirinha de 1 metro e meio de altura, nordestina de Mossoró, lá no Rio Grande do Norte. Pequena de tamanho, gigante de autoridade. Difícil encará-la na escola sem tremer depois de um malfeito. Era a diretora. Nem precisava falar alto. Seu olhar dizia tudo. Direto pro SOE - Serviço de Orientação Educacional. Às vezes passávamos a tarde inteira lá, refletindo sobre a derrapada da hora do recreio. Ela passava pela porta, lançava seu olhar, que logo em seguida viria acompanhado de um sorriso discreto. A pena estava chegando ao fim.

Uma colega um pouco à frente de nosso tempo, rebelada, enfrentou Irmã Dalvanir em busca de explicações: "A senhora fala grosso com gente, pune, mas depois passa a mão pela cabeça, põe no colo e nos manda pra casa", questionou. E a irmãzinha cruzou os braços, olhou a moça serenamente e disse: "Mãe também é assim".

De ferro ou de açúcar, cacique ou índio tupinambá, levado da breca ou fiel como um cachorro de mendigo. Seja nas gerências, nas cadeiras do parlamento, nos comandos da sala de aula, tem sempre um líder que será confrontado com uma situação desafiadora. Como lidar com ela? Não, não há receita pronta. Importante é recorrer aos exemplos e tentar colher de cada um, o melhor. Num jogo justo, reconhecendo no perfil do adversário, traços que também podem ser os seus.  

Até semana que vem!    
 

(*) Rogério Silva tem 41 anos, é jornalista e administrador de empresas. Tem MBA em Gestão Executiva e Empreendedora, com extensão em liderança. Desde 2007 dirige as áreas de infraestrutura midiática e jornalismo da Rádio Educadora Jovem Pan e TV Paranaíba/Record, em Uberlândia, Minas Gerais - Colunista Semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br

09 abril 2013

Coreia do Norte alerta estrangeiros a deixarem Coreia do Sul

O alerta, lido em um boletim extraordinário da TV estatal norte-coreana, se soma a várias outras ameaças feitas nas últimas semanas por Pyongyang, em reação a sanções da ONU impostas após o seu terceiro teste de armas nucleares, em fevereiro

Christine Kim e Joyce Lee, Reuters
SEUL, 9 Abr (Reuters) - A Coreia do Norte intensificou nesta terça-feira as ameaças de um conflito iminente contra os Estados Unidos e a Coreia do Sul, aconselhando os estrangeiros a deixarem a Coreia do Sul para não serem apanhados por uma "guerra inclemente, sagrada e retaliatória".
O alerta não alterou a rotina despreocupada de Seul, onde o tráfego nas ruas é intenso, e os escritórios funcionam normalmente.
Aparentemente, nenhuma embaixada na capital sul-coreana fez orientações especiais aos seus cidadãos, e as companhias aéreas mantiveram sua programação de voos. Escolas que atendem alunos internacionais continuaram abertas.
No outro lado da fronteira, a Coreia do Norte tampouco dá sinais de preparativos especiais para suas forças armadas, de 1,2 milhão de soldados, e analistas dizem que as ameaças podem servir basicamente para fortalecer o dirigente Kim Jong-un, de 30 anos.
O alerta, lido em um boletim extraordinário da TV estatal norte-coreana, se soma a várias outras ameaças feitas nas últimas semanas por Pyongyang, em reação a sanções da ONU impostas após o seu terceiro teste de armas nucleares, em fevereiro.
Nesta semana, a Coreia do Norte suspendeu a cooperação no seu polo industrial de Kaesong, onde funcionam 123 fábricas de propriedade sul-coreana -- um dos únicos projetos de cooperação entre as duas Coreias. Na terça-feira, os operários norte-coreanos não apareceram para trabalhar.
No alerta aos estrangeiros, relatado pela agência estatal de notícias KCNA, o Comitê da Coreia (do Norte) para a Paz na Ásia-Pacífico afirma que "não deseja ver estrangeiros na Coreia do Sul caindo vítimas da guerra", e que por isso aconselha "todas as instituições e empresas estrangeiras, e todos os estrangeiros, incluindo turistas ... a adotarem medidas para se abrigar e se retirar antecipadamente, para sua segurança".
Na semana passada, as autoridades norte-coreanas aconselharam as embaixadas estrangeiras em Pyongyang a considerarem uma retirada dos seus funcionários, mas aparentemente nenhuma fez isso.
Enquanto isso, crescem as especulações de que a Coreia do Norte poderia realizar alguma ação provocativa nesta semana -- talvez um lançamento de míssil ou um novo teste de arma nuclear.
(Reportagem adicional de Ju-min Park, em Paju; Jack Kim, em Seul; e Ben Blanchard, em Pequim)

III Colóquio de Comunicação


Novas reflexões sobre a liderança.

 

Por Anderson Rocha para o RH.com.br

Sempre durante a realização dos cursos, workshops e palestras sobre o tema liderança, faço a seguinte pergunta aos participantes: "Qual é a parte mais importante do corpo humano?". Geralmente, as respostas mais comuns são: coração e o cérebro. Então, eu questiono! O corpo sobrevive só com esses dois órgãos? E prossigo, dizendo: o corpo vive sem o fígado, mesmo sendo menor do que o coração? Consegue viver sem os pulmões e os rins? Todos os órgãos precisam funcionar em harmonia para que o corpo não adoeça. Assim é uma organização, onde todas as pessoas têm o seu valor e a sua importância, independente de sua posição, função ou área de atuação, todas as pessoas são valiosas e devem ser valorizadas e respeitadas.
Mas como fazer com que as pessoas sintam-se valorizadas e motivadas? Essa é outra pergunta bem comum. Digo que devemos sempre observar, enxergar e escutar mais, conhecendo e respeitando as individualidades e construindo com elas. Cada pessoa requer uma estratégia certa para que se consigam os melhores resultados, tornando fundamental para isso, entender seus comportamentos de modo a potencializar suas competências. Torna-se, ainda, necessário para que isso aconteça que os verdadeiros líderes entrem em ação.
Infelizmente boa parte das empresas no Brasil ainda não possui programas consistentes e contínuos de desenvolvimento de líderes. Segundo o levantamento Best Companies for Leadership, da consultoria global de Gestão de Negócios, Hay Group, que apurou as 20 melhores empresas em liderança ao redor 
do mundo, ou seja, o TOP 20 mundial (onde as três primeiras são a General Electric, a Procter & Gamble e a IBM), os executivos entrevistados colocaram o desenvolvimento de novas lideranças como a grande prioridade das empresas.
Já no Brasil, a realidade é bem diferente. Pesquisa realizada pelas consultorias Empreenda e HSM, constataram que 71% dos entrevistados acreditam que não contam com líderes suficientes para sustentar as estratégias das suas empresas nos próximos anos.
Outro levantamento realizado pela Robert Half, especializada em recrutamento, destacou que 64,2% dos entrevistados revelaram que suas empresas não possuem programas sistemáticos para identificar e desenvolver líderes.
Observo em minhas pesquisas muitas empresas promovendo bons colaboradores para cargos de liderança sem o mínimo preparo para exercer essa nova atividade. E infelizmente, boa parte dessas empresas perde bons colaboradores e ganha péssimos chefes. Mas, por que isso acontece? Geralmente, esses bons colaboradores entendem muito bem de coisas e para liderar é fundamental que se entenda de gente, ou seja, torna-se necessário o desenvolvimento e o aprimoramento de competências humanas ou comportamentais.
É importante salientar que os líderes não nascem prontos. A liderança é uma habilidade desenvolvida e refinada e que pode ser aprendida por qualquer um. Por isso, a formação e o desenvolvimento contínuo de líderes deve ser uma grande prioridade das empresas brasileiras, independente do seu ramo de atuação.
O processo de se tornar um verdadeiro líder é árduo, embora altamente recompensador; um caminho de contínuo aprendizado, onde o autoconhecimento e o autodesenvolvimento devem ser seus companheiros inseparáveis. Precisamos de líderes que inspirem e sejam verdadeiros exemplos.
Como diz John C. Maxwell (autor de diversos livros na área de liderança e grande estudioso do assunto): "Tudo começa e termina na liderança". Isso significa que os líderes inevitavelmente melhoram ou complicam a vida das pessoas.

Como encontrar soluções criativas e melhorar a nutrição de uma população. O caso Grammeen Danone Foods.



*Petrônio Hipólito 

Caros leitores, continuando no mesmo assunto da coluna da semana passada, vou relatar a vocês um caso interessante sobre como a boa vontade e o foco na resolução de um problema pode originar soluções eficazes e criativas. 

O problema:
30% de toda a população de Bangladesh, aquele país do sul asiático do qual falei na coluna anterior, e 56% da população infantil abaixo de cinco anos de idade sofrem de desnutrição severa ou moderada. O país tem uma das maiores taxas de desnutrição infantil e materna de acordo com estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF sobre a situação da infância no mundo em 2008.

A solução:
Mohammad Yunus(*) sugeriu em um encontro com o presidente da Danone, uma das maiores fabricantes mundiais de produtos lácteos, a criação de uma empresa destinada a vender de alimentos à população de baixa renda. A Grammeen Danone, uma joint venture entre o Banco Grammeen e a Danone iniciou sua produção em 2006 para combater a desnutrição e fornecer iogurte enriquecido a 6 centavos de Euro cada pote, um preço acessível mesmo para os mais pobres.

Foi criado um negócio baseado nos moldes de empresa social. Este modelo aceita que o montante investido retorne ao investidor na medida do sucesso financeiro do empreendimento, mas não prevê distribuição de lucro aos acionistas. Todo o lucro gerado pelo negócio deve ser reinvestido na própria atividade de modo a trazer benefícios duradouros à sociedade. Além disso, toda cadeia de fornecedores e de distribuição de produtos deve ser local visando fortalecer a comunidade.

O produto é um pote feito de plástico reciclável onde se acondiciona iogurte enriquecido com nutrientes como ferro, vitamina A, cálcio, iodo e zinco. O produto também foi concebido de maneira a se adequar às preferencias dos consumidores em relação à cor, consistência e sabor. O iogurte era um produto popular em Bangladesh, mas inacessível à população de baixa renda por conta do preço. Assim nasceu o iogurte Shokti Doi que significa “iogurte que dá força”, vendido por 6 centavos de dólar o pote de 80 gramas. Está sendo criado um pote comestível.

A Grammeen Danone tem objetivos específicos:

  • Alimentação saudável para os pobres
  • Modelo de negócio envolvendo a comunidade local
  • Melhoria das condições econômicas da comunidade 
  • Envolver fornecedores e distribuidores locais

Para solucionar a questão da refrigeração do produto e a preservação de sua qualidade até o consumo, foi criada uma rede de mulheres distribuidoras do produto de porta em porta. As “moças da Grammeen” como são chamadas mantém o iogurte refrigerado em suas casas e transportam em bolsas térmicas somente o que vão vender no dia. Elas também são agentes para tomadores de empréstimo do Banco, conforme relatei no artigo anterior, formando uma forte rede de relacionamento com a comunidade. Seus filhos também tomam o iogurte e elas foram treinadas para explicar os benefícios do iogurte e os cuidados com a conservação. 

Essa rede de distribuição baseada “nas moças” tem baixo custo e contribui para o desenvolvimento local aumentando a renda dessas famílias.
O Banco realiza empréstimos para que a comunidade adquira vacas para aumentar a produção de leite e dar conta do aumento constante no consumo de iogurte.
Boa semana a todos e até a próxima terça-feira.

(*) Mohammad Yunus é um economista que fundou o Banco Grammeen em Bangladesh para dar credito aos pobres e foi agraciado com o Premio Nobel da Paz em 2006 como reconhecimento pelo seu trabalho. 

(*) Petrônio Hipólito tem 54 anos, é engenheiro agrônomo pela ESALQ-USP. Especializou-se em Gestão de Sustentabilidade e em Administração (CEAG) pela FGV. É palestrante e consultor. Tem sólida experiência em Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável.
Colunista Semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br
 

08 abril 2013

Formandos UNIME - Itabuna

Quando lecionei na UNIME Itabuna, tive contato com muitos alunos, queridos alunos.
E essa turma aí da foto foi uma turma grande, se lembram?
Eu tive o prazer de trocar experiências da disciplina TGA II (Teoria Geral da Administração) com eles e todas as vezes que chegava à sala, os encontrava com os olhos brilhando! Olhos de curiosidade e de afinco! No dia que vi a foto da formatura em uma rede social, me emocionei, como sempre faço quando vejo foto de meus ex-alunos e hoje colegas se formando, senti uma alegria grande pois sei que em algum momento da história desses profissionais estarei com eles, seja onde for, estarei lá, junto, de mão dada para realizarmos um bem comum, o aprimoramento do ser humano!
Parabéns turma Administradores do Futuro! Parabéns, vocês merecem!!
Grande abraço do colega e admirador Karim Midlej Harfush.

Trechos da Palestra "A Mágica da Motivação"


Conselho do dia!


A mudança e o pôr-do-sol.



Fim de tarde com mais um pôr-do-sol sem nuvens. Mais um dia se encerra, Graças à Deus.
Numa mesa de um restaurante, estávamos eu e uma amiga desesperançosa com o trabalho e desiludida com a Vida. Queixava-se de que sua mudança de trabalho tinha afetado a sua Vida profissional e que a solidão tinha tomado conta da sua Vida. Sem amores, sem família aqui e sem algo que a realizasse profissionalmente, desde a quinta-feira tomava remédios para conter a tristeza profunda que lhe acometia.

A escutei com os bons ouvidos e a olhei com bons olhos. Ela precisava disso. Em seu olhar estava nítida a busca exterior por algo que estava (como está) dentro dela. 

Uma peculiaridade interessante de nós, seres humanos, é a incrível capacidade que temos em atribuir ao exterior a responsabilidade pela bagunça de nossa casa interior. Fatos e circunstâncias funcionam (ou tentam funcionar) para muitos como justificativas de um desencontro cuja resposta está dentro de nós.
Enquanto falava, via no seu olhar um pedido de ajuda e, quando encerrou, passei a falar o que achava. E querem saber o que eu continuo achando ?

Continuo achando que fazemos escolhas, mas nem sempre percebemos que somos fortes para suportar as consequências e que é preferível a auto-vitimização como forma de gerar no outro uma piedade além da necessária; continuo achando que a Fé remove montanhas e que podemos superar obstáculos tidos como intransponíveis. Continuo achando que podemos fazer um amanhã diferente se nos conscientizarmos que não há Vida se não houver desafios. Acredito que não há esforço em vão e que a ação é o reflexo do pensamento. Continuo achando que podemos desenvolver nossas virtudes a ponto de fazer da adversidade nossa maior aliada; continuo achando que viver lutando por ideais é a demonstração cabal de Esperança em dias melhores. E acredito que eu e você somos responsáveis por isso.

Somos responsáveis por nossos pensamentos, atos e escolhas e que todos eles nos levam ao caminho da aprendizagem da Vida. Por isso pense positivo, lute com coragem, mude sua Vida com dedicação. Somos responsáveis pelo preparo do alicerce que sustenta nossa Vida e que mais vale semear o Amor do que a discórdia, o Perdão ao rancor, a Alegria do que a tristeza. Somos responsáveis por encontrar a beleza que existe num pôr-de-sol como também por proporcionar a leveza numa tormenta. Eu e você somos responsáveis por isso e muito mais. 

Constantemente a Vida nos convida a atuarmos com Sabedoria. Escutar sem retrucar, falar silenciando, pensar mentalizando. Perceber e refletir sobre o que nos circunda é fundamental para uma mudança profunda de comportamento, que começa em pequenas atitudes e que podem virar grandes gestos. Por isso, mantenha seus pensamentos positivos pois eles tornam-se suas palavras; mantenha palavras positivas pois elas tornam-se suas atitudes; mantenha suas atitudes positivas pois elas tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, pois eles tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, pois eles tornam-se seu destino. A hora é agora e o momento é já.

Por que estou dizendo isso? Porque o pôr-do-sol terá o mesmo sentido se você não mudar !

Boa semana !

(*) Luís Fernando Brito de Assis é Advogado com atuação na esfera Cível e Trabalhista, Professor Universitário e Especialista em Direito Público e Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Escola da Magistratura Trabalhista da 5ª Região e Doutorando em Bioética pela Universidad Del Museo Social Argentino.

05 abril 2013

ATRIBUIÇÕES DO GERENTE DE VENDAS.


São atribuições gerais do Gerente de Vendas ou Gerente Comercial:

  1. Desenvolver/adequar a missão e visão organizacional, juntamente com os outros setores;
  2. Compartilhar com os demais setores envolvidos as estratégias elaboradas para o desenvolvimento dos negócios da empresa, através de uma visão macro e não setorial;
  3. Apoiar idéias de cada unidade de negócios, visando aumento de negócios e atingimento da meta;
  4. Avaliar constantemente o mix de produtos, níveis de estoque e margens de lucro;
  5. Analisar os processos e estratégias existentes, objetivando aprimorá-los ou ajustá-los a atual realidade do mercado e da organização, buscando um padrão de atuação;
  6. Avaliar e planejar estratégias de vendas e atuação no mercado;
  7. Estruturar, organizar, distribuir, apoiar e acompanhar a sua equipe de vendas diuturnamente;
  8. Assegurar o cumprimento dos objetivos e metas de vendas estabelecidas estrategicamente;
  9. Observar e avaliar as melhores práticas do mercado e implementá-las na organização;
  10. Avaliar e gerenciar as despesas do departamento visando cumprir orçamento determinado evitando desperdícios e gastos desnecessários;
  11. Constantemente promover treinamento técnico e de produtos com a sua equipe;
  12. Estabelecer rotinas de reuniões com sua equipe incentivando o trabalho em grupo.

As informações básicas acima descritas encaixam-se dentro do perfil de um profissional apto a exercer o cargo de Gerente de Vendas ou Gerente Comercial.