18 abril 2013

A importância da empresa


* Nizan Guanaes

No fim do ano passado, fui ao Japão ver o Corinthians ganhar o título mundial e depois tive um tempinho para viajar pelo país. O tempo foi curtíssimo, mas suficiente para perceber o orgulho que o Japão tem por suas empresas.
Minha guia dizia com indisfarçável satisfação que a cidade tal era sede da Honda, a cidade tal era sede da Toyota. Ela tinha, especificamente, uma admiração extraordinária pela Honda, como se fosse um laço familiar.
Lamentavelmente, não vejo isso ser construído no Brasil, esse país capitalista que não sai do armário e onde a palavra lucro ainda é palavrão.
Tudo em nossa língua traz tom pejorativo à nossa relação com o dinheiro. Aqui se ganha dinheiro, nos Estados Unidos, faz-se dinheiro ("you make money"). As pessoas que querem me ofender dizem que eu só penso em trabalho.
A empresa no Brasil é submetida a um verdadeiro corredor polonês de impostos, regulações e leis. Se sobreviver, terá sua margem de lucro tutelada.
Há ainda em muitos setores restrições atávicas ao empresariado. Mas não se pode inverter o papel da empresa, esperando que elas e os empresários exerçam o papel do Estado e da família.
Não é a publicidade de cerveja que deve ensinar que as pessoas bebam com moderação (embora eu defenda os alertas feitos nas campanhas), nem é o McDonald's que deve combater a obesidade infantil. A propaganda tem que fazer o papel da propaganda, e a sociedade civil tem que fazer o papel da sociedade civil. A propaganda não deve deseducar, claro, mas educar não é sempre o seu papel principal.
A empresa no Brasil é assim uma sobrevivente diante de uma quantidade avassaladora de restrições e preconceitos.
E, se o empresário conseguir sobreviver a tudo isso, ainda deve esconder a todo custo seu progresso para não atrair olho gordo, já que sucesso no Brasil é quase uma ofensa pessoal.
Mas, sem Olavo Setubal e sem Amador Aguiar, sem Naturas, Grendenes, Havaianas e Ipirangas, não se faz um país, como o Japão da Toyota, os Estados Unidos da Apple, a Coreia do Sul da Samsung, a França da Chanel, a Itália da Fiat.
O sistema bancário brasileirodeve ser fonte de orgulho do país. Sua solidez na última grande crise financeira global mostrou competência.
Foram as empresas brasileiras que geraram os milhões de empregos dos últimos anos e que nos trouxeram a esse patamar inédito de praticamente pleno emprego.
Essas empresas e o espírito empreendedor de seus líderes transformaram e transformam a vida da população e mudam a cara do país.
Estou a dez anos construindo meu grupo empresarial. Tenho hoje um bom patrimônio. Mas praticamente tudo o que eu tenho está dentro do grupo, investido em seus talentos e projetos. Fazer leva tempo. E o empresário nunca pensa no curto prazo. Ele tem que pensar longe, crescer com o Brasil.
Administrar uma empresa, como viver, é errar e consertar rápido. Melhor é aprender com os erros dos outros. Mas, se errar, erre rápido. Como disse Juscelino Kubitschek, com erro não há compromisso.
Há compromisso com os talentos, com a meritocracia, com a comunidade e com o país. Porque não adianta apenas o necessário compromisso com o lucro líquido.
É preciso que a empresa produza também orgulho líquido. E criar orgulho é mais difícil do que criar lucro. Esse desafio enorme deve servir como novo combustível para impulsionar nossas empresas e consolidá-las como o grande vetor do desenvolvimento.
É na empresa que prosperam a inovação, a produção e o emprego. Ela é a forma mais eficiente de organizar e desenvolver o nosso potencial.
Está na hora de disseminar um posicionamento pró-empresas no Brasil. Elas só podem ser pró-funcionário, pró-pai de família, pró-mãe, pró-comunidade, pró-cidade, pró-Estado, pró-país. Mais do que do empresário, a empresa é do Brasil.
Se a figura símbolo do velho Brasil era o especulador, o símbolo do Brasil novo deve ser o empresário ou a empresária. Aquele brasileiro que, por meio de sua empresa, ajuda a construir o país.

Nizan Guanaes publicitário baiano, é dono do maior grupo publicitário do país, o ABC. Escreve às terças-feiras, a cada duas semanas, no caderno 'Mercado' da Folha de São Paulo.

A liderança e o trabalho em equipe.

 Nunca se falou tanto sobre a importância do trabalho em equipe como agora. A procura por indivíduos que tenham habilidade para trabalhar em conjunto é cada vez maior, sendo apontada como uma competência essencial.Equipe não é somente o conjunto de pessoas que atuam juntas num determinado projeto, cada qual na sua função. O significado é mais profundo: a ideia é que cada integrante saiba qual é a sua parte no grupo, mas que leve em consideração o todo, valorizando o processo inteiro e colaborando com ideias e sugestões. E o resultado da meta estabelecida, seja num projeto empresarial, num grupo voluntário ou numa sala de aula, não é mérito somente do líder. É mérito de todos!

 Faz parte do ser humano o sentimento de pertencer, integrar algo maior que ele próprio e assumir um ideal comum. Portanto, cada integrante de uma equipe precisa ter consciência de que seu trabalho é importante para seu grupo e se sentir valioso para ele.Trata-se de uma sensação de comunidade em que todos se conhecem, se encaixam, se sentem seguros e amadurecem. Manter uma equipe coesa, no entanto, não é tarefa das mais fáceis. Afinal, trata-se de lidar com seres humanos e saber conciliar suas diferenças.

 Tomemos como exemplo o corpo humano. É uma perfeita equipe! Cada órgão tem o seu funcionamento, mas se um deles apresenta algum problema, todo o organismo se estrutura para funcionar da melhor forma possível, tentando minimizar a situação e se esforçando para encontrar um caminho para solucioná-la.

Equipe é isso. Ela tem um líder natural, mas também tem de ter tripulantes e não passageiros. Os passageiros apenas ficam encostados à janela do avião, esperando a aterrissagem. Já os tripulantes colaboram para o sucesso da aterrissagem, porque cada um tem a sua função também. E todas elas são peças fundamentais para que esse avião possa decolar e aterrissar.

O dia-a-dia nos toma tanto tempo que corremos o risco de deixar passar chances únicas em nossas vidas. Temos de ser e não esperar ser, ou seja, as pessoas têm de estar dispostas, principalmente para discutir diferentes assuntos. Além disso, é necessário que cada um tenha também flexibilidade, capacidade de tratar as informações racionalmente e emocionalmente.

Emocionalmente porque todos nós teremos de aprender, daqui para frente, a liderar e sermos liderados por dois princípios: o masculino (como sempre foi) e o feminino, que vem se destacando nas relações interpessoais, principalmente, no trabalho em equipe e na importância da intuição também nos negócios.
Isso habilita a pessoa a aceitar críticas honestas e opiniões conflitantes, ou seja, dá mais jogo de cintura e flexibilidade para receber e dar feedback.

Equipes que encorajam esse tipo de prática vão aproveitar ao máximo as habilidades individuais de seus membros. E se quisermos que as nossas equipes sejam melhores e cumpram os seus objetivos, cada integrante deve se preparar para ser, individualmente, o melhor.

Mas, há um fator extremamente importante também e que poucos discutem. Como é a vida de um líder diante disso? O líder, o chefe, o supervisor, enfim, aquele que estiver no comando do negócio ou da ação, geralmente não é visto como alguém que também tem fraquezas, medos, incertezas e que tem em suas mãos o destino de cada membro da equipe e dos negócios. Muitas vezes ele é visto como o tirano, como o que tem problemas em casa, o que não sabe se relacionar com o resto do mundo, o intransigente, o mal-amado, o egoísta, o marionete da empresa.

No fundo, ele é como qualquer ser humano, e ainda tem seu pescoço à disposição da empresa, caso a equipe não consiga atingir suas metas. Viver sob este tipo de pressão, diariamente, não é nada fácil, e se ainda tem de motivar, controlar e solucionar até problemas de relacionamento dentro de uma equipe, imagine como é o comportamento dessa pessoa.

Você que é líder, veja um pouco mais sobre o que é ser líder e perceba as oportunidades, pois como diria Napoleão Bonaparte: “A capacidade pouco vale sem a oportunidade!”

  • Mantenha-se sempre receptivo à mudança. Tratá-la como sua inimiga o fará fracassar;
  • Mantenha seus colaboradores envolvidos com as mudanças, tanto quanto você estiver. Elas podem ser vencidas com muito trabalho e inteligência, desde que todos estejam juntos;
  • Encare sua realidade, seus desafios e problemas. Só assim é possível virar o jogo;
  • Gerencie menos. Assim você delega tarefas, instaura a confiança e o respeito ao trabalho dos outros e terá tempo para se dedicar aos assuntos mais importantes.
  • O bom humor e a educação são fundamentais para qualquer ambiente organizacional. Isso proporciona um ambiente leve, produtivo e criativo;
  • Estimule a criatividade e abra caminho para receber ideias, sugestões e críticas. Isso é crucial para o futuro dos negócios;
  • Faça elogios, reconheça o bom desempenho dos membros de sua equipe. Assim a equipe se tornará mais motivada, unida e comprometida com os desafios e resultados.
  • Não tema contrariar o senso comum. Decisões ousadas, que sejam baseadas na realidade da empresa, mercado ou negócios, são o caminho para o sucesso.
  • Trate bem as pessoas e dê oportunidade para que sejam ouvidas e se sintam dignas e pertencentes à empresa. Dessa maneira você multiplicará líderes!
  • Um líder deve ser humilde. Só assim ele terá chances de ser um bom líder.

17 abril 2013

O que é e por que é importante ter um planejamento de marketing para um produto ou serviço ?



O marketing ajuda a construir relacionamentos. Permite entender as forças e o comportamento do mercado, vislumbrar oportunidades de negócios, estudar produtos e serviços que atendam às novas demandas e necessidades dos clientes. Ajuda a estreitar relacionamentos com clientes, parceiros, fornecedores e com a sociedade em geral. O marketing é a bússola da empresa.

A empresa deve ser orientada para o mercado, tendo como tema central o cliente.
Os fundamentos do marketing permitem à empresa racionalizar seus custos e investir adequadamente seus recursos. Através desses fundamentos a empresa se torna mais competitiva, ágil, versátil, enfim alcança o sucesso.

Os conceitos, estratégias e ferramentas de marketing amplamente utilizados pelas gigantes do mercado podem e devem ser colocados em prática também pelas micro, pequenas e médias empresas. Nesse caso, seus gestores devem cumprir o papel dos especialistas de marketing utilizados pelas grandes corporações.

Quais são os ingredientes básicos do marketing ?
 O Composto Mercadológico ou Mix de Marketing.

Existem fatores que devem ser estudados para posicionar uma empresa no mercado e a partir deles conhecer e analisar os fundamentos do marketing. São eles:

· Produto (ou serviço) - o que uma empresa cria, produz, desenvolve ou informa de acordo com uma demanda existente ou gerada;
· Ponto - toda estrutura que se relaciona com os canais de distribuição e de logística que viabilizam a entrega ou aquisição do produto ao cliente.
· Preço - é o valor atribuído a um produto ou serviço. Devemos sempre levar em consideração custo-benefício e a concorrência;
· Promoção - é o esforço que a empresa faz para comunicar a existência de seus produtos (ou serviços) ao mercado e promovê-los, utilizando os meios de comunicação.
· Padrão - desenvolvimento de procedimentos e rotinas para todos os processos vitais da empresa: produção, manuseio, venda, promoção e pós-venda. A empresa deve buscar sempre a menor variabilidade possível em cada ação mercadológica.
· Pessoas - Fornecedores, talentos humanos da empresa e clientes

Como trabalhar as variáveis do Composto Mercadológico (mix de marketing) ?
Como podemos examinar o peso relativo de cada variável e a partir desse pensamento planejar a importância de cada uma delas relativas ao nosso mercado ou ao mercado do nosso cliente ?

Imagine três restaurantes:
Restaurante 01: Restaurante Sofisticado
Serve pratos da culinária internacional.
Neste caso o produto (o prato) e as pessoas (garçons, chefe, maître, manobrista) são muito importantes, tendo um peso significativo no potencial de atrair clientes.

Restaurante 02: Restaurante Popular
Cobra por peso a refeição que o cliente seleciona no prato.
Os itens preço e promoção são fundamentais.

Restaurante 03: Restaurante "Fast Food"
No Fast Food ponto (localização), preço e padrão (sanduíches e pratos elaborados segundo rígidas normas de execução, garantindo homogeneidade do cardápio e baixo custo) são fundamentais.
Fazer gráfico dos diferentes pesos do Mix de Marketing
Restaurante Sofisticado
Restaurante Popular
Restaurante Fast Food

Como melhorar o desempenho da empresa, tornando-a mais competitiva ?
Isso é possível através do estudo das quatro funções básicas do marketing:

ANÁLISE - ajuda a empresa a balizar seus produtos e serviços em relação a oportunidades de negócios e verificar o que efetivamente está ocorrendo em termos de tendências mercadológicas. Ajuda também a levantar os pontos fortes e fracos da empresa e da concorrência.
AVALIAÇÃO - De posse dos dados preliminares da análise, é possível verificar que oportunidades o mercado oferece e que pontos precisam ser reavalidos e melhorados.
ATIVAÇÃO - Nesta fase a empresa deve promover a ativação, ou seja, realizar as ações concretas que lhe possibilitem melhorar seu desempenho ou conquistar novos segmentos do mercado, nessa fase as vezes é necessário alterar vários pontos do mix de marketing.
ADAPTAÇÃO - Verificamos o que é necessário modificar ou adaptar em relação às ações implementadas na fase de ativação.
As quatro funções do marketing Análise, Avaliação, Ativação e Adaptação funcionam como uma verdadeira auditoria de marketing. Dessa maneira a empresa estará sempre sintonizada com o que está ocorrendo à sua volta e atenta a mudanças estratégicas.
GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL - Fundamentos do PDCA
A forma mais simples de planejar ações para o futuro e implementar mudanças é conhecida como o ciclo do PDCA.
É uma ferramenta extremamente útil para melhoria de qualquer atividade e também na implementação de mudanças na empresa ou na vida pessoal.
A filosofia da qualidade total parte do princípio de que pessoas, processos, produtos, a forma de operação e as tarefas de uma organização sempre podem e devem ser aprimorados.
A sigla PDCA é formada pelas iniciais de quatro palavras-chave: P=planejar; D (do verbo inglês do)=fazer; C=checar e A=agir corretivamente.

Fonte: Suzana Pedrinho - editora de www.marketing.com.br

10 dicas para conseguir um patrocínio esportivo

Artigo de Cesar Augusto Sbrighi (*)
Temos consciência, que está cada dia mais difícil conseguir um patrocínio na área esportiva. Acho que a primeira causa é a recessão que nosso país está passando, as perspectivas são de melhora. Com isso as empresas tendem a investir cada vez menos na área de comunicação, pois normalmente é a primeira verba que se corta em momentos de incertezas. Já que não podemos influenciar diretamente esta causa, o melhor a se fazer é agir onde temos controle, ou seja, no projeto de patrocínio..

O que acontece muito e o que eu recebo demais, são projetos de patrocínio mal feitos. A grande maioria com um enfoque filantrópico, quase como se tivesse pedindo esmola, e esta definitivamente não é a melhor maneira de se solicitar um patrocínio.O foco do projeto de patrocínio deve ser a proposta de um negócio, onde ambos saem ganhando, a empresa apoiadora e o patrocinado.
Tendo entendido isto claramente, aqui vão algumas dicas para que seu projeto de patrocínio seja bem recebido nas empresas:

1. Saber o que você está vendendo, qual o seu produto
2. Ter claro quais são as possibilidades que você pode dar a seu investidor, o que você pode oferecer
3. Detalhar custos, isto é importante para dar credibilidade a seu projeto
4. Planejar o futuro, mostrar que existem novas possibilidades no horizonte
5. Detectar que empresas tem o perfil de seu projeto, procurar que empresas patrocinam projetos parecidos com o seu
6. Ter uma apresentação bem feita, deve ser fácil, clara e rápida de ler (preferivelmente em forma de slides)
7. Estar atento a possibilidades de permuta, é muito mais simples para empresa conseguir produtos e serviços do que dinheiro
8. Ser criativo e criar propriedades diferenciadas do que já é feito
9. Negociar como quem está vendendo um produto, não como se tivesse pedindo algo
10. Acredite no seu produto, crie um projeto no qual você investiria se fosse um patrocinador.
Se mesmo assim seu patrocinador não acreditar que vale a pena utilizar o marketing esportivo, mostre a ele este texto.

Você pode tb utizar nosso link para pedir patrocínio, desta forma ele entrará no cadastro e quem sabe você consiga realizar seu projeto. Vale lembrar que se você tiver uma verba vale a pena contratar um profissional para formatar sua apresentação.
Boa sorte !!!

Cesar Augusto Sbrighi - Especialista em Marketing Esportivo pela Universidade de Nova Iorque.

Fonte: http://mktesportivo.com.br/10dicas.htm

16 abril 2013

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL !!!



Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.  
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: "ninguém é insubstituível"!  
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.  
Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.  
De repente, um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:  
- Alguma pergunta?  
- Tenho sim. E Beethoven?  
- Como? - o encara o diretor confuso.  
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?  
Silêncio…  
O funcionário fala então:  
- Ouvi essa história esses dias, contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar. Então, pergunto: quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? Etc.?…  
O rapaz fez uma pausa e continuou:  
- Todos esses talentos que marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, mostraram que são sim, insubstituíveis. Que cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Não estaria na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe, em focar no brilho de seus pontos fortes e não utilizar energia em reparar seus 'erros ou deficiências'?  
Nova pausa e prosseguiu:  
- Acredito que ninguém se lembra e nem quer saber se BEETHOVEN ERA SURDO, se PICASSO ERA INSTÁVEL, CAYMMI PREGUIÇOSO, KENNEDY EGOCÊNTRICO, ELVIS PARANÓICO… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos. Mas cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços, em descobrir os PONTOS FORTES DE CADA MEMBRO. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.  
Divagando mais sobre o assunto, o rapaz continuava.  
- Se um gerente ou coordenador, ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe, corre o risco de ser aquele tipo de ‘técnico de futebol’, que barraria o Garrincha por ter as pernas tortas; ou Albert Einstein por ter notas baixas na escola; ou Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria PERDIDO todos esses talentos.  
Olhou à sua a volta e reparou que o Diretor olhava para baixo, pensativo. E voltou a dizer nesses termos:  
- Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados… Apenas peças… E nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões 'foi pra outras moradas'. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:"Estamos todos muito tristes com a 'partida' de nosso irmão Zacarias... e hoje, para substituí-lo, chamamos:…NINGUÉM…Pois nosso Zaca é insubstituível.” – concluiu, o rapaz e o silêncio foi total.  

Conclusão:  
NUNCA ESQUEÇA: VOCÊ É UM TALENTO ÚNICO! COM TODA CERTEZA NINGUÉM TE SUBSTITUIRÁ!  
"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."  
"NO MUNDO SEMPRE EXISTIRÃO PESSOAS QUE VÃO TE AMAR PELO QUE VOCÊ É… E OUTRAS… QUE VÃO TE ODIAR PELO MESMO MOTIVO… ACOSTUME-SE A ISSO… COM MUITA PAZ DE ESPÍRITO…"  
É bom para refletir e se valorizar! 
Bom dia,  amigos... INSUBSTITUÍVEIS!!!!!

(mensagem que recebi de um amigo, a quem agradeço imensamente)

A apertada eleição de Maduro na Venezuela e o desenvolvimento.



 * Petrônio Hipólito
Caros leitores, escrevo sobre um dos assuntos mais comentados da semana, bastante relacionado com o conceito da responsabilidade social e que tem tudo a ver com o nosso país.

A Venezuela, nosso vizinho ao norte é a 34ª economia do planeta (Brasil é a 8ª) e tem as maiores reservas de petróleo do mundo (296 bilhões de barris) e por isso uma importância geopolítica fundamental. 

No domingo, dia 14, as urnas confirmaram o favoritismo de Nicolás Maduro, eleito presidente da Republica Bolivariana da Venezuela, nome oficial do país, para governar até 2019. Em pleito apertado, ao contrário das primeiras previsões, o CNE, órgão eleitoral da Venezuela, contou a Maduro cerca de 250 mil votos (1,8%) a mais que seu opositor Henrique Capriles. O alto comparecimento às urnas (78%), já que o voto não é obrigatório no país, evidencia o interesse da população nos destinos da nação. No entanto, a pequena margem na vitória fortalece a oposição e traz uma enorme instabilidade ao novo governante. Num país de tradição golpista, Capriles poderá, pela via democrática, convocar um plebiscito em três anos. Até lá, o novo presidente terá de contentar aos partidários de Chávez, negociar com a oposição, reativar a economia e fazer valer a frágil democracia num país tão importante e estrategicamente colocado no cenário mundial.

Maduro, herdeiro político de Hugo Chávez que foi um líder carismático, populista e governou o país por 13 anos até sua morte em 5 de março de 2013, terá a difícil missão de continuar a revolução bolivariana liderada por seu antecessor e consolidar os ganhos sociais conquistados como, por exemplo, ter tirado milhões da linha da pobreza e ser o país que mais reduziu o índice GINI na década. Isso merece um detalhamento. O índice, criado em 1912 pelo estatístico italiano Corrado Gini é uma medida de desigualdade utilizada para avaliar a distribuição de renda nos países. Este varia de 0 a 1, onde o valor zero corresponde à igualdade de renda por todos os cidadãos e o valor um significa que somente uma pessoa concentra toda a renda do país, não sobrando nada para os demais. 

Portanto quanto menor o índice, mais igualitário em termos econômicos é o país. A Venezuela (0,45) tem menos desigualdades que o Brasil (0,55) e mais que a Noruega (0,26) e Alemanha (0,28). A canalização dos recursos do petróleo para a diminuição do abismo social na Venezuela foi a base da popularidade de Chávez e o mote de seu governo. Cabe ao novo presidente diminuir a dependência e a influência do petróleo na economia, fomentar o crescimento econômico e os níveis de renda para abaixar ainda mais o índice GINI e garantir a perenidade dos ganhos sociais conseguidos por Chávez. Penso que a palavra desenvolvimento se encaixa bem no novo cenário democrático Venezuelano. Para governar, Maduro terá que criar identidade própria sem se desvincular do passado,  assumindo uma nova liderança compatível com a grandeza que o destino lhe colocou nas mãos.

Do lado de cá, temos um país com reservas estimadas na camada pré-sal de 100 bilhões de barris de petróleo que irá arrecadar, quando de seu processamento, recursos valiosos para promover o crescimento do país, elevar os níveis de educação, acabar com a miséria e aumentar a renda da população. Cabe aos nossos governantes assegurar o papel do Brasil como líder continental.

Boa semana a todos e até a próxima terça-feira.


(*) Petrônio Hipólito tem 54 anos, é engenheiro agrônomo pela ESALQ-USP. Especializou-se em Gestão de Sustentabilidade e em Administração (CEAG) pela FGV. É palestrante e consultor. Tem sólida experiência em Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável.
Colunista Semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br
 


Peixe morre pela boca



*Rogério Silva
 
O Gabriel Chalita tá encrencado. Parece que encerra carreira política. Tão jovem. Tão cedo! Leio detalhes da mácula em sua biografia. Depois de corresponder-se por anos com o amigo Fábio de Melo – trocaram incontáveis cartas que chegaram a ser gravadas num disco – e lançar mais de 60 livros, construiu um capital político de 13% do eleitorado de São Paulo. Teria volume e consistência para bancar um jogo novo, ocupar ministério e lançar-se como alternativa de renovação em pleitos futuros, ainda nesta década. Já era!

Tinha grana na jogada. Propina, dinheiro sujo. Um amigo e ex-assessor – sempre eles! – jogou tudo no ventilador.  Comissões de 25% em licitações fraudulentas teriam elevado o patrimônio do rapaz em mais de 15 vezes. Vai ter investigação, disse-me-disse, troca de acusações. Mas o fato é que a mancha já ficou.

Lendo uma das muitas reportagens sobre o assunto, encontrei algo que sempre aparece nessas historinhas. Pode ser fantasia, mas é típico de quem se esbalda na segurança de sua intimidade. Diz o denunciante ao Ministério Público: “Chalita derramava notas (de dinheiro) pelo chão do closet. Arrancava as tiras dos maços e jogava em cima dos assessores, imitando o Silvio Santos. ´Quem quer dinheiro? ’ ”.

Clássico. O peixe que morre pela boca. Na história da corrupção brasileira, há recorrentes episódios de ostentação com o produto do crime. Gravações em celular, fotografias, vídeos que acabam publicados no you tube. Traficante que dá maconha pro filhinho pequeno, amante que se exibe com as joias que acaba de ganhar, jogador em alta velocidade com o possante estalando de novo na saída da balada. O que deveria ser particular torna-se público. Engraçado como nossas atitudes privadas entre quatro paredes nos envergonham tanto quando vistas pelos outros.
O gerente do banco onde tenho conta me disse certa vez que essa coisa de sigilo bancário é um mito. Ele cansa de ver clientes falando ao celular dados que deveriam ser só do conhecimento deles. Entregam números de conta, palavras secretas e senhas. Em assinaturas de contrato, são comuns os falatórios sem se importar com quem está por perto. Nome completo, endereço, CPF, nome da mãe, quanto gasta por mês com cartão de crédito, talão de luz, o diabo!

Na seara dos corruptos, a língua coça e é impossível guardar segredo. É preciso compartilhar. Afinal de contas, para quê dinheiro se eu não posso gastá-lo? Torra tudo! Viagem para o exterior, carro novo, traslado de helicóptero, enfia a sogra no jatinho do governo, dança com guardanapo na cabeça em restaurante fino francês… Tum! Estoura um champanhe. Tum! Mais um. Quando o álcool entra, a verdade sai. 

O Chalita em questão só me choca por uma particularidade: Tinha aspecto de mudança. Cheirava a renovação. Tinha o tom que sonhamos para substituir os Barbalhos, Calheiros, Malufs com teto mofado. Grita pro chão de fábrica: “Sai uma nova fornada! Essa daí veio com defeito. Manda pro lixo”. Puxa! Vai dar uma trabalheira fazer outra bem feita. Tava com uma cara tão boa. Prometia! Prometia!
É. Pena que solou.



(*) Rogério Silva tem 41 anos, é jornalista e administrador de empresas. Tem MBA em Gestão Executiva e Empreendedora, com extensão em liderança. Desde 2007 dirige as áreas de infraestrutura midiática e jornalismo da Rádio Educadora Jovem Pan e TV Paranaíba/Record, em Uberlândia, Minas Gerais - Colunista Semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br