24 abril 2013

O Desafio do Psicólogo Organizacional


A Psicologia Organizacional, inicialmente denominada Psicologia Industrial, estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações, mais especificamente, atua sobre os problemas organizacionais ligados à gestão de recursos humanos.

O psicólogo organizacional ocupa-se em estudar e atuar como facilitador das relações entre as pessoas e a organização, contribuindo para o desenvolvimento de ambas.
Para tanto, intervém nos processos de trabalho, na cultura organizacional, nos intercâmbios comunicativos e em muitos outros elementos da organização.

Durante muito tempo o papel da psicologia organizacional, que recebeu inicialmente a nomenclatura de “gestão de pessoal”, esteve associado à forma coerciva como a organização tratava os seus “trabalhadores”.

Quando passou a preocupar-se verdadeiramente com os colaboradores (“trabalhadores”), a dar importância e reconhecer o mérito do talento humano, ocupando-se em desenvolver estratégias e programas para aquisição, desenvolvimento, melhor uso e retenção dos recursos humanos, tendo por objetivo básico alinhar as políticas de RH com a estratégia dos negócios da organização, teve seu nome mudado para “gestão de recursos humanos”,  tornando-se mais popular e melhor aceita.

As principais áreas de atuação do psicólogo organizacional são:

Recrutamento e Seleção de Pessoal: através da análise do ambiente de trabalho e do cargo, realiza a definição do perfil do profissional a ser escolhido para ocupação do cargo, define a metodologia de recrutamento e utiliza técnicas de seleção de pessoal.

Treinamento, Desenvolvimento e Capacitação de Recursos Humanos: através de diagnóstico de necessidade de treinamento, planeja, organiza e desenvolve os programas instrucionais para os colaboradores da organização.

Avaliação de Treinamento: desenvolve e aplica instrumentos de avaliação da reação e do impacto do treinamento no trabalho.

Avaliação de Desempenho: prepara e treina os gestores em avaliação de desempenho de suas equipes, elabora o manual dos procedimentos para avaliação, desenvolve os procedimentos para diagnóstico, acompanhamento e resolução dos problemas de desempenho no trabalho.

Análise de Cargos e Tarefas: desenvolve procedimentos e instrumentos para descrição de cargos e tarefas, usa referidos procedimentos e instrumentos seguido de análise dos resultados obtidos e faz a descrição dos cargos e tarefas.

Diagnóstico Sócio-Ambiental: observa a relação entre homem e ambiente (comunitário, social e ecológico), estuda tanto a maneira como o ambiente físico influencia no bem estar das pessoas, quanto o impacto que as ações das pessoas têm sobre o ambiente físico e natural; orienta para a criação de programas sócio-ambientais como instrumento de conscientização, realização pessoal e elevação da auto-estima de seus colaboradores, observa e promove adequações da realidade social com o ambiente do trabalho através da definição de políticas de benefícios, tais como, transporte, assistência alimentícia, assistência médica, etc.

Diagnóstico da Saúde Mental no Trabalho: avalia o ambiente de trabalho analisando os aspectos psicológicos e de salubridade, ou seja, as características do trabalho e suas conseqüências, por ex: estresse, doenças ocupacionais, etc, intervém no ambiente e na organização do trabalho para a redução dos riscos, através da implantação e gestão de programas preventivos de saúde e da proposição de soluções para criação de ambientes favoráveis para melhoria das condições gerais de trabalho e redução dos custos com saúde.

Orientação Profissional: aplicação de estratégia para redirecionamento de carreira, orientando aos colaboradores quanto à adequação e identificação profissional em que possam atuar.

Diversidade Cultural nas Organizações: planejamento e intervenção em focos de conflitos internos devido a diferenças de personalidades, grupos étnicos, preferências sexuais, gênero, idade, religião, entre outros, através de pesquisas do clima interno e da cultura organizacional.

Fica fácil perceber que as tarefas atribuídas ao psicólogo organizacional possuem uma dimensão técnica. Entretanto, seu principal objetivo sempre dirá respeito à PESSOAS. Suas atividades serão sempre focadas para alguma alteração nas ações humanas, de forma a atuar como facilitador para uma auto-descoberta que apóie o crescimento pessoal e a liberação do potencial de cada indivíduo para melhoria de seu desempenho.

Toda organização, qualquer que seja o seu negócio, terá sua origem nas pessoas, o trabalho será executado por pessoas e o produto de seus trabalhos será destinado à pessoas. As novas tecnologias, as máquinas, os equipamentos de última geração, são apenas “ferramentas” à serviço do homem. É ele que pensa, que sonha, que planeja, que agrega valor, que faz a diferença.
Portanto, desenvolver uma política de gestão do capital humano é o ponto chave no planejamento estratégico de qualquer organização. Trata-se da forma mais inteligente de investir nas pessoas e transformá-las em diferencial competitivo.

Esse é o grande desafio dos psicólogos organizacionais.

Sobre a autora:
Elaine Kühne, graduada em Psicologia, é profissional da área de Recursos Humanos, contando com mais de 20 anos de experiência em médias e grandes empresas nacionais e multinacionais. Atualmente presta consultoria como Psicóloga Organizacional.
Fonte:http://www.rhevistarh.com.br

23 abril 2013

Como combater a propagação da malária com tecnologia e baixo custo? A associação Grammeen-Basf tem a resposta.



*Petrônio Hipólito

Caros leitores, dando continuidade às soluções criadas em Bangladesh por Mohammad Yunus(*) para mitigação da pobreza e melhoria da condição de vida da população, escrevo sobre a associação entre o Banco Grameen e a BASF, empresa líder mundial da área química. 

O problema:
Malária é um dos principais problemas de saúde em Bangladesh. De acordo com o relatório de 2009 da Organização Mundial de Saúde, 11 milhões de pessoas correm o risco de contrair malária.

A solução:
Em 2009 foi criada a empresa social Grameen Basf para dar proteção contra doenças transmitidas por insetos, além disso também foi concebida com o objetivo de propiciar oportunidades de negócio para as pessoas de baixa renda. A empresa concebeu, produziu e comercializa telas de proteção de longa duração, tratadas com inseticida e resistente a lavagens com preços acessíveis para os pobres. Os insetos transmissores de malária têm hábitos noturnos e o uso dessas telas propicia proteção e combate eficazes contra o vetor da doença. As telas são produzidas pela empresa social que emprega mão de obra local e usa rede de distribuição informal com entregadores domiciliares e pequenos entrepostos comerciais. Conforme o conceito de empresa social, a associação Grameen Basf prevê o retorno do capital investido ao acionista, mas reverte todo o resultado subsequente da empresa em beneficio de seu próprio crescimento e no desenvolvimento da comunidade.
Boa semana a todos e até a próxima terça-feira.

(*) Mohammad Yunus é um economista que fundou o Banco Grammeen em Bangladesh para dar credito aos pobres e foi agraciado com o Premio Nobel da Paz em 2006 como reconhecimento pelo seu trabalho.

(*) Petrônio Hipólito tem 54 anos, é engenheiro agrônomo pela ESALQ-USP. Especializou-se em Gestão de Sustentabilidade e em Administração (CEAG) pela FGV. É palestrante e consultor. Tem sólida experiência em Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável.

22 abril 2013

Riscos de reputação na comunicação integrada




*Luiz Antônio Gaulia
A moderna abordagem na análise de cenários de riscos de imagem e de reputação trabalha uma etapa anterior ao gerenciamento de uma crise corporativa. A abordagem preventiva e estratégica sempre foi menos custosa para as organizações. O “apagar de incêndios” ou colocar a “tranca após o ladrão já ter arrombado a porta” revela-se uma ação desastrosa e custosa para os cofres das empresas. Organizações conectadas num mundo on line e real time, não podem mais abrir mão de processos de prevenção e redução de riscos de forma integrada e sistêmica. Nesse olhar, a integração dos movimentos da comunicação se faz valiosa e fundamental.

Assim, perceber as dinâmicas dos cenários e tendências é o primeiro movimento para uma correta prevenção de riscos e o cuidado com o chamado capital reputacional de uma marca. Neste sentido, as análises permanentes dos ambientes políticos e de regulação governamental das atividades empresariam se faz necessária. Não adianta um plano de negócios ou mesmo um plano de marketing ou de mídia estabelecerem metas, táticas e mensagens institucionais sem entender como os órgãos governamentais, nas três esferas de poder - municipal, estadual e federal - participam de forma cada vez mais intervencionista nas atividades das empresas e das organizações civis. 

“O conhecimento de leis, hierarquias, funcionamento do Estado e da administração pública também são questões fundamentais para um profissional de comunicação exercer, de maneira eficiente, suas funções neste segmento. Cada vez mais, as marcas lidam com variáveis políticas locais que podem afetar resultados e impactar projetos e investimentos de grande envergadura. Isso, sem falar em situações de crise. Antigos modelos de assistencialismo e do nefasto” toma lá, dá cá”, que pautavam estilos viciados de relações governamentais, estão sendo colocados em xeque pela própria evolução da cidadania e da fiscalização da sociedade e da imprensa.”. 
                                   (Gaulia, Luiz em RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS, Colunas ABERJE, 06/10/2011) 

Entender que as ações de lobby, palavra injustamente recheada de conotações negativas, são na verdade ações legítimas de uma proposta de “diplomacia” empresarial na defesa de interesses junto aos governos e às autoridades é colocar-se à frente de concorrentes. As ações de bastidores que ainda se baseiam em práticas obscuras que em nada contribuem para uma sociedade mais justa e democrática, tendem a desaparecer com o aumento do senso crítico da cidadania e um grau cada vez maior de exigência da sociedade.

Além disso, entender o mercado e o negócio é outra diretriz para um comunicador empresarial cujo olhar atento vai muito além do cumprimento de tarefas pontuais e ordens diretas. Importante lembrar que quanto mais a comunicação estiver na operação técnica de seus veículos ou no cumprimento dos processos tarefeiros, mais distante ela estará da preservação do valor da marca e da credibilidade que seu nome representa. Mesmo porque a reputação não pertence à empresa, pertence aos públicos de relacionamento (stakeholders) e é resultado não só da comunicação, mas do modelo de gestão da organização. 

Diante disso, podemos perceber que a comunicação é um movimento amplo. Tudo comunica e tudo produz uma percepção - favorável, neutra ou negativa - gerando ou não um good will por parte do stakeholder que vai desde a admiração, a confiança e a defesa da marca, quanto, pelo contrário, a crítica, a difamação e o ataque à marca. Os exemplos são diários, nos diferentes mercados. O que remete à outra vertente da comunicação na prevenção de riscos: saber e querer aprender com os erros alheios. 

“O maior acidente ambiental da história dos EUA, com o vazamento de óleo no Golfo do México, em 2010, nos mostrou que três grandes empresas (BP, Haliburton e Transocean) deveriam ter se comunicado melhor para trocar conhecimentos vitais nos processos de trabalho e integrar os elos da terceirização. Como as crises não escolhem hora, nem lugar, recentemente outro acidente ambiental, desta vez sob a bandeira da Chevron, no litoral brasileiro, dilapidou valor dessa gigante global e de sua marca.”.
                (Gaulia, Luiz em SUSTENTABILIDADE COMUNICAÇÃO INTERNA E PREVENÇÃO DE CRISES, Colunas ABERJE, 31/01/2012)


Uma organização que não aprende, está fadada ao erro e à perda de valor. Errar é humano, mas persistir no erro sem querer consertar processos de gestão é uma grande tolice que só gera resultados para os escritórios de advocacia. Aliás, é aqui onde podemos defender maiores verbas para a comunicação: quanto custa uma proposta de media training, por exemplo, em relação aos processos judiciais decorridos de crises? Quanto um porta-voz bem treinado não poderia ter revertido um prejuízo de imagem e valor em situações de conflito?

E se prevenção tem a ver com análise de riscos, a conversa sobre este tema começa dentro das empresas. Aqui, o papel da comunicação interna é vital. Ampliar canais, abrir espaços para a colaboração, a troca de conhecimentos e a cooperação entre áreas diferentes a fim de se alcançar a melhoria contínua no atendimento ao cliente, ao consumidor e às expectativas de cada stakeholder em seus múltiplos perfis. Afinal, as “promessas não cumpridas” e as falsas expectativas diante das relações entre a empresa e seus públicos são fios condutores de crises. Mas este movimento interno só acontecerá a partir da liderança, do patrocínio formal e claro do  CEO e da Diretoria para que a comunicação ganhe papel de destaque.

A ética e a legalidade também são questões indiscutíveis que afetam os negócios e suas marcas. Os riscos do não cumprimento das leis são óbvios e lamentavelmente, ainda permanecem em boa parte das organizações sejam elas privadas ou mesmo de controle estatal. As questões e dilemas éticos, portanto, são ou deveriam ser assuntos de diálogo constante. 

Para as companhias de capital aberto, a transparência torna-se uma realidade cada vez maior e mais influente: não há mais segredos. Para as empresas de capital fechado e maior controle contábil, poderíamos supor que ainda há espaço para silêncios ou mutismos táticos orientadores da comunicação em momento de crise. Ledo engano. A sociedade em rede, potencializada por uma tecnologia barata e imediata, capaz de mobilizar milhares de internautas em questão de minutos exige uma agilidade de resposta às situações de risco e de crise inexistente até alguns anos atrás.

“Como tudo comunica, ela está acontecendo agora naquele telefonema entre um consumidor e o SAC da empresa; entre o vigilante do terreno da futura fábrica e os moradores vizinhos; entre o empregado terceirizado e que não fez concurso para trabalhar naquela estatal e seu companheiro de baia - que é concursado. Entre a área de suprimentos e o fornecedor de parafusos durante uma negociação estressante e no próprio visual da recepção da empresa além, é claro, de acontecer também nos veículos de comunicação estruturados para dentro e para fora da organização. Tudo isso, num círculo, numa espiral sem fim e sem limites. Um universo ainda mais potencializado pelas redes sociais que se multiplicam na web. Que distribuem boas ou más percepções através de opiniões variadas, que acabam influenciando a reputação de uma marca, de um negócio, de uma liderança.”. 
                 (Gaulia, Luiz em O DESAFIO DA COMUNICAÇÃO INTEGRADA, Colunas ABERJE, 19/10/2012) 


Para finalizar, nesta breve análise, a busca da sustentabilidade se coloca como o mapa do caminho para a redução de riscos, o aprendizado corporativo e a inovação. Entender impactos nas dimensões econômicas, sociais e ambientais não deve ser visto apenas como uma questão de prevenção, mas de um olhar novo sobre questões aparentemente despercebidas. O detalhe que não influenciava o balanço contábil de outrora pode ser hoje uma vantagem competitiva de grande valor diante de um mercado globalizado.


”Num mundo complexo e cheio de riscos - cada vez mais abrangentes e de impactos globais, uma desculpa como a da "imprevisibilidade dos acontecimentos" há tempos não encontra mais espaço nas mesas de reunião. Prevenir riscos é questão fundamental para quem se pretende se tornar “sustentável.”.
                (Gaulia, Luiz em SUSTENTABILIDADE COMUNICAÇÃO INTERNA E PREVENÇÃO DE CRISES, Colunas ABERJE, 31/01/2012)

A gestão de riscos é assim, disciplina transversal às ações de comunicação. Unir nessa abordagem a comunicação interna, as assessorias de imprensa (diretas ou terceirizadas), o marketing e a publicidade, bem como as equipes jurídicas, de R.I., comercial e de operações se faz cada vez mais uma premissa óbvia e obrigatória. Enxergar oportunidades em cada risco de imagem mapeado e analisado é colocar a comunicação integrada como alavanca multiplicadora do valor da marca e de sua reputação.

Fonte http://www.aberje.com.br/
*Jornalista. Mestre em Comunicação Social pela PUC - Rio. Especialista em Comunicação Empresarial pela Syracuse University - ABERJE. Pós-graduado em Marketing e em Comunicação Jornalística. Ex-Gerente de Comunicação da CSN - Cia. Siderúrgica Nacional e da Alunorte. Atuou também no O Boticário e no Grupo Votorantim. Atualmente é Gerente de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Universidade Estácio.

Imagem Google 22/04


Você deve ter visto que hoje, dia 22/04 o Google colocou na sua página central uma figura comemorativa, no dia de hoje comemoramos o dia da Terra.
Entenda como surgiu a data.

O Dia da Terra 2013 - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.

"O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa - e nossa sobrevivência no futuro", diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.

A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após este ver a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.

No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos.

O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. "Foi uma aposta", lembra o senador, "mas funcionou."

Com informações da Earth Day Network.

19 abril 2013

A importância de fazer um Budget

*Marcelo Santiago

Budget ou orçamento é a nomenclatura usual no mundo coorporativo, para designar o orçamento periódico, normalmente anual, feito pela empresa. No Budget são estimadas receitas, custos, despesas e investimentos.A empresa deve partir do Budget para tomada de decisões importantes, como por exemplo: Através da receita estimada, prever a produção necessária, recurso de pessoal, insumos, verba de marketing, investimento na capacitação dos colaboradores, etc...
Além disto, é importante utilizar o Forecast (previsão) para validação do Budget.
Esta previsão normalmente é mensal e, se percebida alguma mudança acentuada na estimativa inicial, deve haver alteração no planejamento para atingir o resultado, ou revisão do Budget para a nova realidade.
Essas ferramentas vão validar o planejamento estratégico e a gestão de riscos e serão pilares para a gestão estratégica de qualquer organização, seja ela grande ou pequena. Planejar, executar, monitorar e avaliar o orçamento são passos cruciais para a organização que busca competitividade no mercado atual.

* Marcelo Santiago tem 34 anos, é Economista pela Universidade estadual de Santa Cruz - UESC. MBA em Controladoria pela Faculdade Internacional de Curitiba - Facinter. Professor de Economia/Controladoria e Mercado de Capitais. Sólida experiência em Gestão de Planejamento Estratégico e Planejamento Orçamentário.

18 abril 2013

A importância da empresa


* Nizan Guanaes

No fim do ano passado, fui ao Japão ver o Corinthians ganhar o título mundial e depois tive um tempinho para viajar pelo país. O tempo foi curtíssimo, mas suficiente para perceber o orgulho que o Japão tem por suas empresas.
Minha guia dizia com indisfarçável satisfação que a cidade tal era sede da Honda, a cidade tal era sede da Toyota. Ela tinha, especificamente, uma admiração extraordinária pela Honda, como se fosse um laço familiar.
Lamentavelmente, não vejo isso ser construído no Brasil, esse país capitalista que não sai do armário e onde a palavra lucro ainda é palavrão.
Tudo em nossa língua traz tom pejorativo à nossa relação com o dinheiro. Aqui se ganha dinheiro, nos Estados Unidos, faz-se dinheiro ("you make money"). As pessoas que querem me ofender dizem que eu só penso em trabalho.
A empresa no Brasil é submetida a um verdadeiro corredor polonês de impostos, regulações e leis. Se sobreviver, terá sua margem de lucro tutelada.
Há ainda em muitos setores restrições atávicas ao empresariado. Mas não se pode inverter o papel da empresa, esperando que elas e os empresários exerçam o papel do Estado e da família.
Não é a publicidade de cerveja que deve ensinar que as pessoas bebam com moderação (embora eu defenda os alertas feitos nas campanhas), nem é o McDonald's que deve combater a obesidade infantil. A propaganda tem que fazer o papel da propaganda, e a sociedade civil tem que fazer o papel da sociedade civil. A propaganda não deve deseducar, claro, mas educar não é sempre o seu papel principal.
A empresa no Brasil é assim uma sobrevivente diante de uma quantidade avassaladora de restrições e preconceitos.
E, se o empresário conseguir sobreviver a tudo isso, ainda deve esconder a todo custo seu progresso para não atrair olho gordo, já que sucesso no Brasil é quase uma ofensa pessoal.
Mas, sem Olavo Setubal e sem Amador Aguiar, sem Naturas, Grendenes, Havaianas e Ipirangas, não se faz um país, como o Japão da Toyota, os Estados Unidos da Apple, a Coreia do Sul da Samsung, a França da Chanel, a Itália da Fiat.
O sistema bancário brasileirodeve ser fonte de orgulho do país. Sua solidez na última grande crise financeira global mostrou competência.
Foram as empresas brasileiras que geraram os milhões de empregos dos últimos anos e que nos trouxeram a esse patamar inédito de praticamente pleno emprego.
Essas empresas e o espírito empreendedor de seus líderes transformaram e transformam a vida da população e mudam a cara do país.
Estou a dez anos construindo meu grupo empresarial. Tenho hoje um bom patrimônio. Mas praticamente tudo o que eu tenho está dentro do grupo, investido em seus talentos e projetos. Fazer leva tempo. E o empresário nunca pensa no curto prazo. Ele tem que pensar longe, crescer com o Brasil.
Administrar uma empresa, como viver, é errar e consertar rápido. Melhor é aprender com os erros dos outros. Mas, se errar, erre rápido. Como disse Juscelino Kubitschek, com erro não há compromisso.
Há compromisso com os talentos, com a meritocracia, com a comunidade e com o país. Porque não adianta apenas o necessário compromisso com o lucro líquido.
É preciso que a empresa produza também orgulho líquido. E criar orgulho é mais difícil do que criar lucro. Esse desafio enorme deve servir como novo combustível para impulsionar nossas empresas e consolidá-las como o grande vetor do desenvolvimento.
É na empresa que prosperam a inovação, a produção e o emprego. Ela é a forma mais eficiente de organizar e desenvolver o nosso potencial.
Está na hora de disseminar um posicionamento pró-empresas no Brasil. Elas só podem ser pró-funcionário, pró-pai de família, pró-mãe, pró-comunidade, pró-cidade, pró-Estado, pró-país. Mais do que do empresário, a empresa é do Brasil.
Se a figura símbolo do velho Brasil era o especulador, o símbolo do Brasil novo deve ser o empresário ou a empresária. Aquele brasileiro que, por meio de sua empresa, ajuda a construir o país.

Nizan Guanaes publicitário baiano, é dono do maior grupo publicitário do país, o ABC. Escreve às terças-feiras, a cada duas semanas, no caderno 'Mercado' da Folha de São Paulo.

A liderança e o trabalho em equipe.

 Nunca se falou tanto sobre a importância do trabalho em equipe como agora. A procura por indivíduos que tenham habilidade para trabalhar em conjunto é cada vez maior, sendo apontada como uma competência essencial.Equipe não é somente o conjunto de pessoas que atuam juntas num determinado projeto, cada qual na sua função. O significado é mais profundo: a ideia é que cada integrante saiba qual é a sua parte no grupo, mas que leve em consideração o todo, valorizando o processo inteiro e colaborando com ideias e sugestões. E o resultado da meta estabelecida, seja num projeto empresarial, num grupo voluntário ou numa sala de aula, não é mérito somente do líder. É mérito de todos!

 Faz parte do ser humano o sentimento de pertencer, integrar algo maior que ele próprio e assumir um ideal comum. Portanto, cada integrante de uma equipe precisa ter consciência de que seu trabalho é importante para seu grupo e se sentir valioso para ele.Trata-se de uma sensação de comunidade em que todos se conhecem, se encaixam, se sentem seguros e amadurecem. Manter uma equipe coesa, no entanto, não é tarefa das mais fáceis. Afinal, trata-se de lidar com seres humanos e saber conciliar suas diferenças.

 Tomemos como exemplo o corpo humano. É uma perfeita equipe! Cada órgão tem o seu funcionamento, mas se um deles apresenta algum problema, todo o organismo se estrutura para funcionar da melhor forma possível, tentando minimizar a situação e se esforçando para encontrar um caminho para solucioná-la.

Equipe é isso. Ela tem um líder natural, mas também tem de ter tripulantes e não passageiros. Os passageiros apenas ficam encostados à janela do avião, esperando a aterrissagem. Já os tripulantes colaboram para o sucesso da aterrissagem, porque cada um tem a sua função também. E todas elas são peças fundamentais para que esse avião possa decolar e aterrissar.

O dia-a-dia nos toma tanto tempo que corremos o risco de deixar passar chances únicas em nossas vidas. Temos de ser e não esperar ser, ou seja, as pessoas têm de estar dispostas, principalmente para discutir diferentes assuntos. Além disso, é necessário que cada um tenha também flexibilidade, capacidade de tratar as informações racionalmente e emocionalmente.

Emocionalmente porque todos nós teremos de aprender, daqui para frente, a liderar e sermos liderados por dois princípios: o masculino (como sempre foi) e o feminino, que vem se destacando nas relações interpessoais, principalmente, no trabalho em equipe e na importância da intuição também nos negócios.
Isso habilita a pessoa a aceitar críticas honestas e opiniões conflitantes, ou seja, dá mais jogo de cintura e flexibilidade para receber e dar feedback.

Equipes que encorajam esse tipo de prática vão aproveitar ao máximo as habilidades individuais de seus membros. E se quisermos que as nossas equipes sejam melhores e cumpram os seus objetivos, cada integrante deve se preparar para ser, individualmente, o melhor.

Mas, há um fator extremamente importante também e que poucos discutem. Como é a vida de um líder diante disso? O líder, o chefe, o supervisor, enfim, aquele que estiver no comando do negócio ou da ação, geralmente não é visto como alguém que também tem fraquezas, medos, incertezas e que tem em suas mãos o destino de cada membro da equipe e dos negócios. Muitas vezes ele é visto como o tirano, como o que tem problemas em casa, o que não sabe se relacionar com o resto do mundo, o intransigente, o mal-amado, o egoísta, o marionete da empresa.

No fundo, ele é como qualquer ser humano, e ainda tem seu pescoço à disposição da empresa, caso a equipe não consiga atingir suas metas. Viver sob este tipo de pressão, diariamente, não é nada fácil, e se ainda tem de motivar, controlar e solucionar até problemas de relacionamento dentro de uma equipe, imagine como é o comportamento dessa pessoa.

Você que é líder, veja um pouco mais sobre o que é ser líder e perceba as oportunidades, pois como diria Napoleão Bonaparte: “A capacidade pouco vale sem a oportunidade!”

  • Mantenha-se sempre receptivo à mudança. Tratá-la como sua inimiga o fará fracassar;
  • Mantenha seus colaboradores envolvidos com as mudanças, tanto quanto você estiver. Elas podem ser vencidas com muito trabalho e inteligência, desde que todos estejam juntos;
  • Encare sua realidade, seus desafios e problemas. Só assim é possível virar o jogo;
  • Gerencie menos. Assim você delega tarefas, instaura a confiança e o respeito ao trabalho dos outros e terá tempo para se dedicar aos assuntos mais importantes.
  • O bom humor e a educação são fundamentais para qualquer ambiente organizacional. Isso proporciona um ambiente leve, produtivo e criativo;
  • Estimule a criatividade e abra caminho para receber ideias, sugestões e críticas. Isso é crucial para o futuro dos negócios;
  • Faça elogios, reconheça o bom desempenho dos membros de sua equipe. Assim a equipe se tornará mais motivada, unida e comprometida com os desafios e resultados.
  • Não tema contrariar o senso comum. Decisões ousadas, que sejam baseadas na realidade da empresa, mercado ou negócios, são o caminho para o sucesso.
  • Trate bem as pessoas e dê oportunidade para que sejam ouvidas e se sintam dignas e pertencentes à empresa. Dessa maneira você multiplicará líderes!
  • Um líder deve ser humilde. Só assim ele terá chances de ser um bom líder.

17 abril 2013

O que é e por que é importante ter um planejamento de marketing para um produto ou serviço ?



O marketing ajuda a construir relacionamentos. Permite entender as forças e o comportamento do mercado, vislumbrar oportunidades de negócios, estudar produtos e serviços que atendam às novas demandas e necessidades dos clientes. Ajuda a estreitar relacionamentos com clientes, parceiros, fornecedores e com a sociedade em geral. O marketing é a bússola da empresa.

A empresa deve ser orientada para o mercado, tendo como tema central o cliente.
Os fundamentos do marketing permitem à empresa racionalizar seus custos e investir adequadamente seus recursos. Através desses fundamentos a empresa se torna mais competitiva, ágil, versátil, enfim alcança o sucesso.

Os conceitos, estratégias e ferramentas de marketing amplamente utilizados pelas gigantes do mercado podem e devem ser colocados em prática também pelas micro, pequenas e médias empresas. Nesse caso, seus gestores devem cumprir o papel dos especialistas de marketing utilizados pelas grandes corporações.

Quais são os ingredientes básicos do marketing ?
 O Composto Mercadológico ou Mix de Marketing.

Existem fatores que devem ser estudados para posicionar uma empresa no mercado e a partir deles conhecer e analisar os fundamentos do marketing. São eles:

· Produto (ou serviço) - o que uma empresa cria, produz, desenvolve ou informa de acordo com uma demanda existente ou gerada;
· Ponto - toda estrutura que se relaciona com os canais de distribuição e de logística que viabilizam a entrega ou aquisição do produto ao cliente.
· Preço - é o valor atribuído a um produto ou serviço. Devemos sempre levar em consideração custo-benefício e a concorrência;
· Promoção - é o esforço que a empresa faz para comunicar a existência de seus produtos (ou serviços) ao mercado e promovê-los, utilizando os meios de comunicação.
· Padrão - desenvolvimento de procedimentos e rotinas para todos os processos vitais da empresa: produção, manuseio, venda, promoção e pós-venda. A empresa deve buscar sempre a menor variabilidade possível em cada ação mercadológica.
· Pessoas - Fornecedores, talentos humanos da empresa e clientes

Como trabalhar as variáveis do Composto Mercadológico (mix de marketing) ?
Como podemos examinar o peso relativo de cada variável e a partir desse pensamento planejar a importância de cada uma delas relativas ao nosso mercado ou ao mercado do nosso cliente ?

Imagine três restaurantes:
Restaurante 01: Restaurante Sofisticado
Serve pratos da culinária internacional.
Neste caso o produto (o prato) e as pessoas (garçons, chefe, maître, manobrista) são muito importantes, tendo um peso significativo no potencial de atrair clientes.

Restaurante 02: Restaurante Popular
Cobra por peso a refeição que o cliente seleciona no prato.
Os itens preço e promoção são fundamentais.

Restaurante 03: Restaurante "Fast Food"
No Fast Food ponto (localização), preço e padrão (sanduíches e pratos elaborados segundo rígidas normas de execução, garantindo homogeneidade do cardápio e baixo custo) são fundamentais.
Fazer gráfico dos diferentes pesos do Mix de Marketing
Restaurante Sofisticado
Restaurante Popular
Restaurante Fast Food

Como melhorar o desempenho da empresa, tornando-a mais competitiva ?
Isso é possível através do estudo das quatro funções básicas do marketing:

ANÁLISE - ajuda a empresa a balizar seus produtos e serviços em relação a oportunidades de negócios e verificar o que efetivamente está ocorrendo em termos de tendências mercadológicas. Ajuda também a levantar os pontos fortes e fracos da empresa e da concorrência.
AVALIAÇÃO - De posse dos dados preliminares da análise, é possível verificar que oportunidades o mercado oferece e que pontos precisam ser reavalidos e melhorados.
ATIVAÇÃO - Nesta fase a empresa deve promover a ativação, ou seja, realizar as ações concretas que lhe possibilitem melhorar seu desempenho ou conquistar novos segmentos do mercado, nessa fase as vezes é necessário alterar vários pontos do mix de marketing.
ADAPTAÇÃO - Verificamos o que é necessário modificar ou adaptar em relação às ações implementadas na fase de ativação.
As quatro funções do marketing Análise, Avaliação, Ativação e Adaptação funcionam como uma verdadeira auditoria de marketing. Dessa maneira a empresa estará sempre sintonizada com o que está ocorrendo à sua volta e atenta a mudanças estratégicas.
GESTÃO PELA QUALIDADE TOTAL - Fundamentos do PDCA
A forma mais simples de planejar ações para o futuro e implementar mudanças é conhecida como o ciclo do PDCA.
É uma ferramenta extremamente útil para melhoria de qualquer atividade e também na implementação de mudanças na empresa ou na vida pessoal.
A filosofia da qualidade total parte do princípio de que pessoas, processos, produtos, a forma de operação e as tarefas de uma organização sempre podem e devem ser aprimorados.
A sigla PDCA é formada pelas iniciais de quatro palavras-chave: P=planejar; D (do verbo inglês do)=fazer; C=checar e A=agir corretivamente.

Fonte: Suzana Pedrinho - editora de www.marketing.com.br