16 abril 2013

Peixe morre pela boca



*Rogério Silva
 
O Gabriel Chalita tá encrencado. Parece que encerra carreira política. Tão jovem. Tão cedo! Leio detalhes da mácula em sua biografia. Depois de corresponder-se por anos com o amigo Fábio de Melo – trocaram incontáveis cartas que chegaram a ser gravadas num disco – e lançar mais de 60 livros, construiu um capital político de 13% do eleitorado de São Paulo. Teria volume e consistência para bancar um jogo novo, ocupar ministério e lançar-se como alternativa de renovação em pleitos futuros, ainda nesta década. Já era!

Tinha grana na jogada. Propina, dinheiro sujo. Um amigo e ex-assessor – sempre eles! – jogou tudo no ventilador.  Comissões de 25% em licitações fraudulentas teriam elevado o patrimônio do rapaz em mais de 15 vezes. Vai ter investigação, disse-me-disse, troca de acusações. Mas o fato é que a mancha já ficou.

Lendo uma das muitas reportagens sobre o assunto, encontrei algo que sempre aparece nessas historinhas. Pode ser fantasia, mas é típico de quem se esbalda na segurança de sua intimidade. Diz o denunciante ao Ministério Público: “Chalita derramava notas (de dinheiro) pelo chão do closet. Arrancava as tiras dos maços e jogava em cima dos assessores, imitando o Silvio Santos. ´Quem quer dinheiro? ’ ”.

Clássico. O peixe que morre pela boca. Na história da corrupção brasileira, há recorrentes episódios de ostentação com o produto do crime. Gravações em celular, fotografias, vídeos que acabam publicados no you tube. Traficante que dá maconha pro filhinho pequeno, amante que se exibe com as joias que acaba de ganhar, jogador em alta velocidade com o possante estalando de novo na saída da balada. O que deveria ser particular torna-se público. Engraçado como nossas atitudes privadas entre quatro paredes nos envergonham tanto quando vistas pelos outros.
O gerente do banco onde tenho conta me disse certa vez que essa coisa de sigilo bancário é um mito. Ele cansa de ver clientes falando ao celular dados que deveriam ser só do conhecimento deles. Entregam números de conta, palavras secretas e senhas. Em assinaturas de contrato, são comuns os falatórios sem se importar com quem está por perto. Nome completo, endereço, CPF, nome da mãe, quanto gasta por mês com cartão de crédito, talão de luz, o diabo!

Na seara dos corruptos, a língua coça e é impossível guardar segredo. É preciso compartilhar. Afinal de contas, para quê dinheiro se eu não posso gastá-lo? Torra tudo! Viagem para o exterior, carro novo, traslado de helicóptero, enfia a sogra no jatinho do governo, dança com guardanapo na cabeça em restaurante fino francês… Tum! Estoura um champanhe. Tum! Mais um. Quando o álcool entra, a verdade sai. 

O Chalita em questão só me choca por uma particularidade: Tinha aspecto de mudança. Cheirava a renovação. Tinha o tom que sonhamos para substituir os Barbalhos, Calheiros, Malufs com teto mofado. Grita pro chão de fábrica: “Sai uma nova fornada! Essa daí veio com defeito. Manda pro lixo”. Puxa! Vai dar uma trabalheira fazer outra bem feita. Tava com uma cara tão boa. Prometia! Prometia!
É. Pena que solou.



(*) Rogério Silva tem 41 anos, é jornalista e administrador de empresas. Tem MBA em Gestão Executiva e Empreendedora, com extensão em liderança. Desde 2007 dirige as áreas de infraestrutura midiática e jornalismo da Rádio Educadora Jovem Pan e TV Paranaíba/Record, em Uberlândia, Minas Gerais - Colunista Semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br
 

15 abril 2013

Obama diz que responsáveis por ataque a Boston serão punidos

 O presidente americano Barack Obama afirmou que os responsáveis pelo ataque à maratona de Boston serão identificados e levados à Justiça. Ele disse ainda que todos os recursos necessários estão sendo mobilizados.

"Ainda não sabemos quem fez isso e por quê", disse o presidente em um pronunciamento de TV na tarde desta segunda-feira.

"Indivíduos ou grupos (responsáveis pelo ataque) serão levados à Justiça", afirmou Obama.

O presidente americano afirmou que já disponibilizou todos os recursos necessários para o diretor do FBI (a polícia federal americana), Robert Mueller, investigar o caso. Da mesma forma, o governo de Boston deve receber ajuda adicional.

Obama afirmou que reza com sua família pelas vítimas de Boston. Ele agradeceu a atuação de bombeiros, policiais e membros da Guarda Nacional no socorro às pessoas atingidas.

Fonte: BBC Brasil

A importância da administração financeira da empresa


Conheça as principais funções da administração financeira e as primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças.
A gestão financeira é um conjunto de ações e procedimentos administrativos que envolvem o planejamento, a análise e o controle das atividades financeiras da empresa. O objetivo da gestão financeira é melhorar os resultados apresentados pela empresa e aumentar o valor do patrimônio por meio da geração de lucro líquido proveniente das atividades operacionais. No entanto, é muito comum que empresas deixem de realizar uma adequado gestão financeira.

Uma correta administração financeira permite que se visualize a atual situação da empresa. Registros adequados permitem análises e colaboram com o planejamento para otimizar resultados.

A falta da administração financeira adequada pode causar os seguintes problemas:

- Não ter as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber e das contas a pagar, volume das despesas fixas e financeiras. Isso ocorre porque não é feito o registro adequado das transações realizadas;
- Não saber se a empresa está tendo lucro ou prejuízo em suas atividades operacionais, porque não é elaborado o demonstrativo de resultados;
- Não calcular corretamente o preço de venda, porque não são conhecidos seus custos e despesas;
- Não conhecer corretamente o volume e a origem dos recebimentos, bem como o volume e o destino dos pagamentos, porque não é elaborado um fluxo de caixa, um controle do movimento diário do caixa;
- Não saber o valor patrimonial da empresa, porque não é elaborado o balanço patrimonial;
- Não saber quanto os sócios retiram de pró-labore, porque não é estabelecido um valor fixo para a remuneração dos sócios;
- Não saber administrar corretamente o capital de giro da empresa, porque o ciclo financeiro de suas operações não é conhecido;
- Não fazer análise e planejamento financeiro da empresa, porque não existe um sistema de informações gerenciais (fluxo de caixa, demonstrativo de resultados e balanço patrimonial).

Muitas empresas do setor têxtil e confecções começam com pessoas que trabalham ou trabalharam em outras empresas da área, ou que têm habilidades e conhecimento de produção. Isso acontece também em outros setores da economia. Poucas pessoas têm experiência em administração financeira, e isso interfere nos resultados. Muitas vezes, as atividades são iniciadas com pequena dimensão e, conforme os negócios se desenvolvem, a administração financeira não acompanha o crescimento da empresa porque os gestores não têm conhecimentos necessários nesta área de gestão e se envolvem excessivamente com a produção.

As principais funções da administração financeira são:
- Análise e planejamento financeiro: analisar os resultados financeiros e planejar ações necessárias para obter melhorias;
- A boa utilização dos recursos financeiros: analisar e negociar a captação dos recursos financeiros necessários, bem como a aplicação dos recursos financeiros disponíveis;
- Crédito e cobrança: analisar a concessão de crédito aos clientes e administrar o recebimento dos créditos concedidos;
- Caixa: efetuar os recebimentos e os pagamentos, controlando o saldo de caixa;
- Contas a receber e a pagar: controlar as contas a receber relativas às vendas a prazo e contas a pagar relativas às compras a prazo, impostos e despesas operacionais;

As primeiras providências que a empresa deve tomar em relação às finanças são:
- Organizar os registros e conferir se todos os documentos estão sendo devidamente controlados.
- Acompanhar as contas a pagar e a receber, montando um fluxo de pagamentos e recebimentos.
- Controlar o movimento de caixa e os controles bancários.
- Classificar custos e despesas em fixos e variáveis.
- Definir a retirada dos sócios.
- Fazer previsão de vendas e de fluxo de caixa.
- Acompanhar a evolução do patrimônio da empresa, conhecer lucratividade e rentabilidade.

Logística reversa


Com o crescente volume de negócios em escala mundial e a imensa quantidade de produtos transportados diariamente, aumenta também a quantidade de lixo gerado e de materiais que precisam ser mandados de volta à sua origem. Esse tráfego de produtos no sentido contrário da cadeia de produção normal (dos clientes em direção às indústrias) precisa ser tratado adequadamente, para evitar trabalho e custos extras.

A logística reversa é a área responsável por este fluxo reverso de produtos, seja qual for o motivo: reciclagem, reuso, recall, devoluções, etc. A importância deste processo reside em dois extremos: em um, as regulamentações, que exigem o tratamento de alguns produtos após seu uso (como as embalagens de agrotóxicos ou baterias de celulares); na outra ponta, a possibilidade de agregar valor ao que seria lixo. Veremos mais detalhes ao longo deste artigo.

Com o aumento das pressões da sociedade para produtos e processos ecologicamente corretos, a reciclagem ganha força e a logística reversa é um dos principais motores deste movimento. Além de contribuir legitimamente para a redução dos impactos ao meio ambiente há um ganho de imagem para a empresa que o faz. Há exemplos de reciclagem que já são práticas comuns: latas de alumínio, garrafas pet, papel, dentre outros itens de pós-consumo.

Há também a reutilização, notadamente com as sobras industriais, partes de equipamentos e sucatas em geral. No entanto, existe também o fluxo de produtos do consumidor de volta ao vendedor por iniciativa do usuário: quando ele não está satisfeito com uma compra, ele devolve o produto (bastante comum no comércio eletrônico ou erro de escolha do produto em lojas físicas).

De maneira geral, três fatores estimulam o retorno de produtos: (1) consciência cada vez maior da população para a necessidade de reciclar e de se preocupar com o meio ambiente; (2) melhores tecnologias capazes de reaproveitar componentes e aumentar a reciclagem; (3) questões legais, quando a legislação obriga que as empresas recolham e dêem destino apropriado aos produtos após o uso.

Do ponto de vista das empresas, alguns cuidados precisam ser tomados. Nos locais de armazenagem, faz-se necessário estruturar sistemas capazes de lidar com estes volumes crescentes (e dificilmente previsíveis). Além disso, assim como a logística tradicional, a logística reversa tem como um dos principais componentes os sistemas de transporte. É necessário que os sistemas de roteamento sejam capazes de solucionar os complexos problemas de entregas e coletas simultaneamente, levando em conta, dentre outras restrições, as capacidades dos caminhões e os intervalos de tempo (este problema é chamado tecnicamente de pickup and delivery routing problem).

Identificar as melhores estruturas de transporte capazes de recolher estes produtos, normalmente muito dispersos nos centros de consumo, e levá-los de volta às fábricas ou centros de tratamento é um grande desafio que precisa ser corretamente modelado. As práticas neste recente segmento ainda não estão consolidadas, e há espaço para diversas inovações.

Portanto, faz-se necessário planejar estrategicamente os sistemas internos (gerenciamento de estoques, sistemas de informação, espaço físico) e externos (transporte e relacionamento com clientes), a fim de aproveitar este novo mercado, atraindo e fidelizando clientes com mais uma opção de serviço pós-venda.

A Relação Cliente x Empresas no mundo Virtual - Redes Sociais

*Laura Lima 

Não é novidade nenhuma que o comportamento do consumidor mudou após a existência da internet, e principalmente de seu engajamento nas redes sociais e a possibilidade de compartilhamento de informações de modo quase que instantâneo.

Essas ferramentas tecnológicas, principalmente as redes sociais tem sido muito utilizadas e eficazes tanto para promover como para degradar produtos e serviços, a depender do grau de satisfação ou insatisfação do consumidor.


Face a essas mudanças, que fazem parte de um natural quadro evolutivo das sociedades globalizadas, as empresas precisam ficar antenadas e compreender que  elas só existem para suprir as necessidades que elas mesmas geraram em seus públicos. Posto que,  a  partir do momento em que você gera em um segmento de mercado a necessidade de comprar uma produto A e não consegue atendê-lo, você deve estar ciente de que algo muito negativo, como manifestações e reclamações na rede, podem ocorrer. Inclusive existem estudos de marketing que comprovam que os consumidores utilizam as redes sociais para obter informações pré-compras, dar conselhos sobre empresas e produtos e postar conteúdo específico de diversas indústrias.


O consumidor internauta quer respostas rápidas, pois antes a reclamação ficava em ambiente privado, mas hoje ela é pública, e se não houver uma agilidade no feedback , a imagem da empresa é prejudicada.

O consumidor que navega na internet utiliza as redes sociais para adquirirem informações, para manterem um vínculo social com amigos e parentes, mas também para ocupar o tempo e expor situações que vivenciam em seu cotidiano, e daí é que ocorre o verdadeiro massacre virtual contra uma empresa que não respeita o cliente e não sabe lidar com as mudanças do mercado. A exemplo podemos mencionar o caso das empresas de telefonia celular, que tem sido motivo de sátiras e postagens irônicas, em decorrência da má qualidade dos sinais, e insatisfação pelos serviços em geral.


As empresas podem se beneficiar destas ferramentas ao reconhecer o desejo dos consumidores presentes em redes sociais. Informações específicas de cada setor podem ajudar os anunciantes a entenderem como anda o mercado de sua categoria neste novo canal e as melhores formas de se aproveitar disto.


As empresas precisam se conscientizar que se um consumidor não gosta da sua marca ou produto ele certamente irá falar  isso aos amigos, ele não mais vai enviar uma carta de reclamação ou realizar uma ligação para o serviço de atendimento ao consumidor da empresa, certamente ele irá postar nas redes sociais por ser muito mais eficiente, rápido e pior, divertido, pois o cliente internauta sabe que aquilo se tornará um VÍRUS e imediatamente milhões de outros consumidores poderão aderir sua causa.


Desta forma, as empresas devem procurar sincronizar seu pensamento com o pensamento do seu próprio mercado, assim poderá evitar muito constrangimento caso algo ocorra de maneira indevida com algum cliente. Ressalte-se que as informações das empresas não partem mais apenas da empresa, mas sim dos próprios clientes. O ponto é saber se as informações postadas pelos consumidores irão atingir esse mercado de forma positiva ou negativa. E isso só depende da empresa, da qualidade do que oferece e da forma como capta e compreende seu público-alvo!

* Laura Lima Da Silva, advogada graduada em 1995 pela UESC, Especialista em Direito Processual Civil pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2003), e inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional da Bahia, sob nº 14.340. Atua como advogada na áreas cíveis, comerciais e consumerista.
Colunista semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br

11 abril 2013

Tire tempo para organizar o tempo.

* Luana Fernandes


Tempo, esse elemento está a cada dia mais escasso na vida das pessoas. Já parou para perceber quantas vezes reclamamos da falta de tempo?! Reclamamos que não temos tempo para as nossas coisas, para visitar um amigo, para fazer aquele curso extra que seria ótimo para a carreira. Falta tempo para acompanhar a lição de casa dos filhos, para aquela consulta médica que fica sempre para outra hora e para aquele filminho que você nem lembra qual foi à última vez que parou para assistir.  Enfim, parece mesmo que o tempo está mais apertado a cada dia, certo? Errado. 

O número de atividades aumentou sim no cotidiano atual das pessoas, mas a falta de tempo que tanto reclamamos, em muitas vezes, consiste na falta de ‘gestão do tempo’. Planejar como será o dia seguinte é fundamental para um dia produtivo. Em seu livro, “A Tríade do Tempo”, Christian Barbosa classifica a forma como utilizamos o nosso tempo em três esferas: importante, urgente e circunstancial.

A esfera da importância refere-se a todas as atividades que você faz e que são significativas em sua vida, que trazem resultado a curto, médio e longo prazo. Na esfera da urgência estão todas as atividades para as quais o tempo é curto ou já se esgotou que geralmente causam estresse. E na esfera circunstancial estão as tarefas desnecessárias, que desperdiçam tempo, que são feitas por comodidade ou por serem “socialmente” apropriadas, e estas, não levam a lugar algum. 

Em qual esfera esta a maioria das atividades do seu dia? Importante, Circunstancial ou Urgente? Como você tem planejado suas atividades ou simplesmente não planeja. Se você deseja, ser mais produtivo, equilibrar melhor a sua vida pessoal e profissional e reduzir o nível de estresse, é melhor começar a dar a devida importância que a gestão do tempo requer. 

Comece por avaliar as suas atividades, olhar como tem organizado o seu tempo e quantas atividades desnecessárias você tem feito. Você pode fazer isso por conta própria ou com o apoio de um profissional. O importante é que faça!
 
*Luana Fernandes tem 28 anos, é administradora, personal & business coach e empresária. Tem MBA em Marketing Estratégico pela Faculdade de Gestão e Negócios – FAGEN – UFU em Uberlândia, Minas Gerais. 


A Vida do alto da varanda


*Luís Fernando Brito de Assis
Um dia inteiro de trabalho e estudo. Nos intervalos, uma água para refrescar o corpo e suavizar o calor da alma, uma olhada da varanda do apartamento, um passeio pelo mundo virtual.

Constantemente somos desafiados pela Vida a superar limit
es e vencer obstáculos. Somos instigados por ela a não enxergar o que as aparências demonstram, mas sim aquilo que realmente importa.

Nesses momentos de relaxamento, refletia no quanto o Ser Humano é virtuoso e capaz de transpor limites nunca antes imaginados. Nós, seres humanos, somos estimulados a usar de nossa tão preciosa inteligência - e refiro-me tanto a emocional quanto a cognitiva - nas situações problemas que nos são apresentadas pela Vida que sequer percebemos o quão virtuosos somos.

Entretanto, precisamos escolher esse caminho. Escolher, então ? Sim, escolher.

Escolher o caminho das virtudes que nos eleva à Deus significa trilhar pelo caminho do sucesso humano, que uma vez alcançado precisa - e deve - ser mantido com hábitos saudáveis reiterados. Praticar o bem, olhando a dor do outro com olhos de Compaixão e Misericórdia é o primeiro passo para que nos reconheçamos como Seres Humanos.

Hoje, após escrever sobre o tema de minha tese - Bioética, parei para descansar e entre idas e vindas na varanda do apartamento, senti a necessidade de compartilhar experiências com uma amiga muito especial. Além de uma grande incentivadora, ela é daquelas pessoas que buscam superar seus limites diariamente e, mesmo caindo aqui ou acolá, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Ou seja, para alguém como eu, que estuda a essência do Ser Humano, conversar com ela não é algo nada desagradável.

E foram os 20 minutos mais produtivos que tive. Passeamos pelo Universo de aspirações humanas, revelando anseios e frustrações mútuas, enxergando os fatos pelos pontos positivos e concluindo que, realmente, é preciso saber Viver na Fé e manter-se atento durante o caminho. Atento ao que lhe parece ser importante, mas que de fato não o é naquele momento. Atento aos anseios externos que reverberam nos pessoais, numa vã tentativa de conseguir algo que depende unicamente de Saber esperar o momento certo.

É preciso saber Viver, afinal. É preciso saber que omitir-se da Vida e permanecer imerso na zona de conforto em nada irá contribuir para a solução dos problemas. É preciso que cada um de nós entenda que não é apenas denunciando agressões, furtos, roubos ou tantos outros atos ilícitos, imorais e que atentem contra a Vida social que isso irá simplesmente sumir quando, de fato, não damos um bom dia ao nosso irmão ou ainda quando agredimos o outro desnecessariamente.

Sou daqueles que idealizam relações pois acredito na verdadeira essência do homem. Não disse que domar o instinto seja uma situação fácil, mas o oposto de difícil para mim é possível.

É possível que todos nós ajudemos a construir um mundo melhor, onde a injustiça e o egoísmo sejam afastados cada dia mais pelo Amor e pela cessão. É preciso que percebamos que, a cada vez mais, o mundo precisa de mais Amor, de mais Paz, de mais Seres Humanos capazes de superar todos os obstáculos e vencer seus próprios limites.

Por isso, sejamos a Paz que tanto almejamos, sejamos o Amor que tanto esperamos, sejamos a Misericórdia que tanto pedimos, a Compaixão que tanto aguardamos. Sejamos a Luz que tanto buscamos e a Alegria que tanto desejamos presente na nossa Vida. Ser isso é fácil. Basta escolher.
(*) Luís Fernando Brito de Assis é Advogado com atuação na esfera Cível e Trabalhista, Professor Universitário e Especialista em Direito Público e Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Escola da Magistratura Trabalhista da 5ª Região e Doutorando em Bioética pela Universidad Del Museo Social Argentino.
 

Como ser um profissional capaz de encantar as empresas?

 O mercado de trabalho está desesperado por profissionais qualificados. Entenda quais são — afinal — as características mais valorizadas e como você pode desenvolvê-las em seu dia a dia.

Luiz de França e Marcia Kedouk, da Você S.A

São Paulo - O mundo enfrenta uma das mais profundas crises financeiras dos últimos tempos, que tem levado a índices alarmantes de desemprego em países como Espanha, Grécia e África do Sul, principalmente entre os mais jovens. Nesses países, mais da metade das pessoas com menos de 24 anos está desempregada. 

No Brasil, embora o quadro seja bem melhor, com uma taxa média de desemprego de 5,5% em 2012, o saldo de vagas com carteira assinada (empregos abertos menos empregos fechados) foi o pior dos últimos três anos.
Paradoxalmente, existe uma fatia do mercado em que sempre há vagas abertas. São os postos destinados a profissionais qualificados. Um estudo da consultoria McKinsey & Company, conduzido com 8 000 empresas, educadores e jovens profissionais em nove países, inclusive o Brasil, verificou que apenas 43% dos empregadores afirmam encontrar candidatos adequados nos níveis iniciais de carreira, e 39% preferem não contratar ninguém a escolher uma pessoa fora do perfil.
No Brasil, 48% das empresas afirmaram seguir esse padrão. A explicação para esses números está no descompasso entre a formação oferecida nas faculdades e o conhecimento exigido pelo mercado de trabalho, o que causa na pessoa o desconforto de nunca se sentir totalmente preparada para um cargo. Um pesadelo que deve continuar.
A pesquisa da McKinsey mostra que apenas 31% das companhias pesquisadas estão engajadas em buscar soluções eficazes com os centros universitários e técnicos. No Brasil, esse número cai para 25%. Uma das autoras do levantamento, Mona Mourshed, é categórica ao dizer para a VOCÊ S/A que não existe interação suficiente entre esses dois lados.
“As organizações que conseguem se comunicar melhor e trocar experiências com universidades são as que não têm problemas em encontrar mão de obra com o perfil que procuram”, diz Mona.
No livro Why Good People Can’t Get Jobs (“Por que boas pessoas não conseguem emprego”), lançado no ano passado nos Estados Unidos e ainda inédito no Brasil, o professor Peter Cappelli, diretor do centro de recursos humanos da escola de negócios Wharton, aponta que parte do problema está nas empresas, que idealizam um candidato perfeito.
Segundo ele, elas querem alguém que preencha todos os requisitos de imediato, sem passar por um treinamento ou um tempo para se qualificar ou se adequar ao novo ambiente. Em sua pesquisa, a McKinsey aponta as 13 características mais valorizadas e menos encontradas pelas companhias — criatividade, ética, comunicação e liderança são algumas delas (veja o quadro O Que as Empresas Buscam).
Com base nesse estudo, a VOCÊ S/A ouviu grandes empresas para saber o que elas, afinal, esperam do profissional e como identificam as capacidades, as habilidades e as atitudes que desejam encontrar. Apesar de o conjunto de competências ser grande, muitos empregadores não abrem mão delas.
“É o essencial para garantir a qualidade dos serviços que prestamos”, diz Paul Fama, vice-presidente de recursos humanos da GE para a América Latina.
O fato é que as empresas aumentam o grau de exigência numa velocidade que a educação formal — superior e técnica — não consegue acompanhar. Além disso, as companhias passaram a ser muito rigorosas com questões comportamentais e valores pessoais, itens que as escolas, em sua imensa maioria, nem pensam oferecer.
“Nossa realidade está mais complexa, especialistas e generalistas já não bastam, procuramos indivíduos capazes de estabelecer conexões entre áreas da organização, que conheçam do negócio, pessoas preparadas para encontrar soluções e gerar resultado”, diz Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian. “Não é fácil.”
Para entender o mercado, você pode usar a velha imagem do copo meio cheio e meio vazio: as oportunidades existem, mas aproveitá-las exigirá um esforço pessoal maior de correr atrás de qualificação. “A forma de enxergar e fazer negócios no Brasil e no mundo mudou, e quem não entender isso fica de fora”, diz Ricardo Garcia, vice-presidente de recursos humanos, tecnologia da informação e relações institucionais da siderúrgica ArcelorMittal Brasil, de Belo Horizonte.
Na visão de alguns especialistas de mercado, como Claudio Garcia, presidente da LHH|DBM para a América Latina, empresa de recolocação e transição de carreira, de São Paulo, as questões de qualificação mais delicadas envolvem liderança, ética e alinhamento com a cultura corporativa. São esses pontos, e não as habilidades técnicas, que estão por trás da maioria das demissões de executivos no país.
“As empresas têm de parar de esperar o profissional pronto, porque ele é muito disputado e pode demorar a surgir”, diz Claudio.
O diretor-presidente do Grupo Pão de Açúcar, Enéas Pestana, concorda com a máxima de que a experiência só vem com o tempo e de que somente a prática possibilita dominar as particularidades de um negócio. Mas ele alerta para os desafios da educação. “O Brasil precisa de profissionais qualificados para continuar crescendo.”

Leia mais aqui.

 

10 abril 2013

Panetone: Foi-se embora a Dama de Ferro

* Rogério Silva

O então senador Antônio Carlos Magalhães foi homenageado no Congresso Nacional. Não me lembro bem o motivo, mas foram rendidos rasgados elogios à figura do cacique baiano. De uma dessas manifestações, em especial, jamais esqueço. Foi do também senador à época Aloízio Mercadante. Petista histórico, usou a tribuna para reconhecer que, apesar do antagonismo político, ACM tinha seus méritos, era figura de personalidade forte, marcante no cenário nacional e dono de iniciais que viraram marca registrada. Estavam em lados opostos, mas lutavam por ideais semelhantes. 

Do outro lado do Atlântico, partiu para a eternidade e entrou para a história a Dama de Ferro. Margaret Thatcher ganhou o apelido dos rivais. Os russos, tal qual o petista tupiniquim, viviam no embate contra a Primeira Ministra britânica, mas jamais deixaram de reconhecer sua importância nas negociações diplomáticas. ACM e Thatcher são panetone: Ou você gosta, ou você odeia.

Nos noticiários desta semana, a fala de Ed Miliband, líder da oposição trabalhista, deu a medida exata das demonstrações de respeito à parlamentar conservadora: "Discordamos de muito do que ela fez, e ela continuará para sempre como uma figura controversa. Mas devemos discordar e respeitá-la imensamente", disse.

Ninguém se lembra da professora boazinha. Ficou pra trás. Mas das disciplinadoras rígidas, que nos fizeram chorar e perder noites e noites em busca da superação, todos temos recordações. Esses mestres foram intransigentes em alguns momentos, porque era necessário ser assim. Nos colégios de freiras, não importava ser católico ou não, as notas baixas na prova de Ensino Religioso reprovavam, independentemente da crença em Deus e do papel de Jesus Cristo na Terra. Era a lei do juízo, aquela que tem poder moral acima de tudo. O resto é perfumaria.

No mundo corporativo de hoje talvez não haja mais espaço para personalidades assim. O excesso de psicologia no trato humano, benéfico em um "sem número" de situações, também estragou uma fórmula superada de sucesso. Tive um "braço direito" que certa vez me falou que eu era muito bonzinho e que ele estava ficando com fama de mau entre os colegas. Ele batia e eu alisava. Concordei. Mas expliquei que isso era estratégico. É complicado só levar bordoada todo o tempo. Os afagos também são bem vindos.

E quando as duas personalidades estão na mesma pessoa? Aí, é o melhor dos mundos. Irmã Dalvanir que o diga. Freirinha de 1 metro e meio de altura, nordestina de Mossoró, lá no Rio Grande do Norte. Pequena de tamanho, gigante de autoridade. Difícil encará-la na escola sem tremer depois de um malfeito. Era a diretora. Nem precisava falar alto. Seu olhar dizia tudo. Direto pro SOE - Serviço de Orientação Educacional. Às vezes passávamos a tarde inteira lá, refletindo sobre a derrapada da hora do recreio. Ela passava pela porta, lançava seu olhar, que logo em seguida viria acompanhado de um sorriso discreto. A pena estava chegando ao fim.

Uma colega um pouco à frente de nosso tempo, rebelada, enfrentou Irmã Dalvanir em busca de explicações: "A senhora fala grosso com gente, pune, mas depois passa a mão pela cabeça, põe no colo e nos manda pra casa", questionou. E a irmãzinha cruzou os braços, olhou a moça serenamente e disse: "Mãe também é assim".

De ferro ou de açúcar, cacique ou índio tupinambá, levado da breca ou fiel como um cachorro de mendigo. Seja nas gerências, nas cadeiras do parlamento, nos comandos da sala de aula, tem sempre um líder que será confrontado com uma situação desafiadora. Como lidar com ela? Não, não há receita pronta. Importante é recorrer aos exemplos e tentar colher de cada um, o melhor. Num jogo justo, reconhecendo no perfil do adversário, traços que também podem ser os seus.  

Até semana que vem!    
 

(*) Rogério Silva tem 41 anos, é jornalista e administrador de empresas. Tem MBA em Gestão Executiva e Empreendedora, com extensão em liderança. Desde 2007 dirige as áreas de infraestrutura midiática e jornalismo da Rádio Educadora Jovem Pan e TV Paranaíba/Record, em Uberlândia, Minas Gerais - Colunista Semanal do Blog www.administrandohoje.blogspot.com.br